China critica plano dos EUA para conter avanço tecnológico de Pequim e defende cooperação internacional
Porta-voz da chancelaria chinesa afirma que relações entre países não devem visar terceiros após governo Trump apresentar projeto para reduzir a presença tecnológica de empresas chinesas nas Américas
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, disse nesta terça-feira (28/07) que os países “devem desenvolver relações normais e conduzir uma cooperação normal sem visar terceiros”, em resposta aos planos dos Estados Unidos de limitar os avanços tecnológicos da China na América do Norte e do Sul, na África e na Ásia.
O governo do presidente norte-americano, Donald Trump, notificou o Poder Legislativo Federal dos EUA sobre o projeto intitulado “Projeto para Contrariar o Controle do Partido Comunista Chinês sobre os Cabos Submarinos do Caribe e da América Central”, com a intenção de destinar US$ 175,8 milhões (cerca de R$ 903 milhões) para a substituição de cabos submarinos de telecomunicações considerados antigos ou vulneráveis no Caribe e na América Central.
O porta-voz chinês complementou que Pequim sempre se mostrou contrária à formação de blocos fechados e exclusivos. Além disso, enfatizou que a cooperação do gigante asiático com outros países e regiões não visa obter o apoio de ninguém nem entrar em confronto com qualquer nação.
Ainda de acordo com Lin Jian, a China e seus parceiros visam proteger conjuntamente a paz, promover o desenvolvimento global, manter a ordem internacional e construir uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade.

China afirma que cooperação internacional não deve ser usada para confrontar outros países
X/ Lin Jian
Já o projeto estadunidense busca ampliar o uso de equipamentos e fornecedores norte-americanos ou de países aliados, reduzindo a participação de empresas chinesas em uma infraestrutura considerada estratégica para a transmissão internacional de dados.
Segundo o governo dos EUA, a iniciativa é motivada pela preocupação com a expansão dos investimentos chineses nas Américas e com a crescente presença de empresas do país asiático em setores considerados estratégicos para a segurança nacional.
Além da questão dos cabos submarinos, o plano prevê medidas para reduzir a influência chinesa sobre a escolha do sucessor do Dalai Lama, limitar o apoio internacional ao programa espacial de Pequim e dificultar a exportação de tecnologias chinesas de vigilância e censura.
Trump deve se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, onde os dois líderes deverão discutir temas relacionados às relações bilaterais e à disputa tecnológica entre Washington e Pequim.
























