Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, disse nesta terça-feira (28/07) que os países “devem desenvolver relações normais e conduzir uma cooperação normal sem visar terceiros”, em resposta aos planos dos Estados Unidos de limitar os avanços tecnológicos da China na América do Norte e do Sul, na África e na Ásia.

O governo do presidente norte-americano, Donald Trump, notificou o Poder Legislativo Federal dos EUA sobre o projeto intitulado “Projeto para Contrariar o Controle do Partido Comunista Chinês sobre os Cabos Submarinos do Caribe e da América Central”, com a intenção de destinar US$ 175,8 milhões (cerca de R$ 903 milhões) para a substituição de cabos submarinos de telecomunicações considerados antigos ou vulneráveis no Caribe e na América Central.

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O porta-voz chinês complementou que Pequim sempre se mostrou contrária à formação de blocos fechados e exclusivos. Além disso, enfatizou que a cooperação do gigante asiático com outros países e regiões não visa obter o apoio de ninguém nem entrar em confronto com qualquer nação.

Ainda de acordo com Lin Jian, a China e seus parceiros visam proteger conjuntamente a paz, promover o desenvolvimento global, manter a ordem internacional e construir uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade.

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X/ Lin Jian

Já o projeto estadunidense busca ampliar o uso de equipamentos e fornecedores norte-americanos ou de países aliados, reduzindo a participação de empresas chinesas em uma infraestrutura considerada estratégica para a transmissão internacional de dados.

Segundo o governo dos EUA, a iniciativa é motivada pela preocupação com a expansão dos investimentos chineses nas Américas e com a crescente presença de empresas do país asiático em setores considerados estratégicos para a segurança nacional.

Além da questão dos cabos submarinos, o plano prevê medidas para reduzir a influência chinesa sobre a escolha do sucessor do Dalai Lama, limitar o apoio internacional ao programa espacial de Pequim e dificultar a exportação de tecnologias chinesas de vigilância e censura.

Trump deve se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, onde os dois líderes deverão discutir temas relacionados às relações bilaterais e à disputa tecnológica entre Washington e Pequim.