China emite forte alerta a Taiwan e critica militarização do Japão
Porta-voz da Defesa chinesa afirmou que se forças separatistas da ilha 'ousarem provocar uma guerra certamente sofrerão aniquilação'
O porta-voz do Ministério da Defesa Nacional da China, coronel Jiang Bin, emitiu um forte alerta ao governo de Taiwan, durante um pronunciamento na tarde desta segunda-feira (10/02).
Questionado sobre um sistema de lançamento de foguetes HIMARS nas ilhas de Penghu e Dongyin, localizadas no Estreito de Taiwan, ele classificou as ações da ilha como “absurdas e presunçosas”, afirmando que em caso de agressão, haverá graves consequências.
“Desde o avanço no desenvolvimento de armamentos até o lançamento dos chamados ‘ataques preventivos’, as ideias dos separatistas taiwaneses estão se tornando cada vez mais absurdas e presunçosas “, disse o porta-voz.
Ele acrescentou que “diante da formidável força do Exército de Libertação Popular, quaisquer forças armadas ‘independentes de Taiwan’ que ousarem provocar hostilidades inevitavelmente sofrerão aniquilação total”.
Em várias manifestações públicas, o presidente chinês, Xi Jinping vem reiterando que jamais permitirá que Taiwan se separe da China, apontando a questão como um caso de soberania nacional e de integridade territorial chinesa.

Porta-voz do Ministério da Defesa Nacional da China, coronel Jiang Bin, emite forte alerta às forças separatistas de Taiwan
Governo da China
Japão
Jiang Bin também criticou o processo de militarização do Japão sob o governo da premiê Sanae Takaichi. Questionado sobre a intenção da primeira-ministra de incorporar as Forças Armadas do país à Constituição, ele salientou que, há muito tempo, o governo japonês vem utilizando suas “interpretações’ da Constituição para violar o princípio da ‘defesa exclusivamente defensiva'”.
“Sob o pretexto de “defesa”, ele [o governo] tem desenvolvido vigorosamente armamentos e equipamentos ofensivos, encobrindo a “remilitarização” do Japão com uma falsa aparência de ‘Estado de Direito’, disse.
Em sua avaliação, a proposta de Takaichi não visa aprimorar a lei, mas “enfraquece os fundamentos da Constituição da Paz” e buscar a desregulamentação militar, em nova tentativa de “trilhar o caminho maligno do militarismo”.
Jiang Bin afirmou que as evidências indicam que “as forças de direita do Japão estão deliberadamente desafiando a ordem internacional do pós-guerra por meios militares, midiáticos e jurídicos”.
Ele também advertiu a comunidade internacional, afirmando que os países devem permanecer “extremamente vigilantes” e trabalhar em conjunto “para salvaguardar as conquistas da vitória na Segunda Guerra Mundial e a paz e estabilidade regionais“.
























