Quarta-feira, 25 de março de 2026
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A economia chinesa iniciou 2026 superando as expectativas de crescimento e impulsionada pela produção industrial e pela recuperação parcial do consumo e do investimentos. Os dados são do Departamento Nacional de Estatística da China (NBS) e foram divulgados na última segunda-feira (16/03).

Com base nos números de janeiro e fevereiro, o levantamento indica começo de ano sólido para Pequim, mesmo diante da guerra no Oriente Médio. A produção industrial chinesa avançou 6,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, superando os 5,2% registrados em dezembro e até mesmo a projeção de 5% dos analistas.

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Foi o crescimento mais rápido do país, desde setembro de 2025. Ele é atribuído, em parte, ao aumento das exportações, especialmente no setor de tecnologia e relacionadas à inteligência artificial. Em seu plano quinquenal, apresentado semanas atrás, o governo Xi Jinping priorizou várias ações relacionadas ao desenvolvimento tecnológico, visando a liderança no setor, na próxima década.

O governo chinês também estabeleceu uma meta de crescimento entre 4,5% e 5% para 2026, ligeiramente inferior à do ano anterior.

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Wilson Dias / Agência Brasil

Mercado interno e externo

As vendas no varejo também superaram expectativas e ficaram em 2,8%, acima dos 0,9% registrados em dezembro. O aumento é atribuído ao feriado prolongado do Ano Novo Lunar, quando aumentaram os gastos turísticos no país, em cerca de 19% em comparação com 2025.

Na China, a taxa de desemprego urbano ficou em 5,3%, índice igual ao do mesmo período no ano passado. O consumo interno, no entanto, apresentou queda. A venda de veículos no país despencou 26% e, dados de crédito, indicam uma estagnação no endividamento das famílias.

Em relação à inflação, nos dois primeiros meses do ano, o índice de preços ao consumidor (IPC) subiu 0,8% em relação ao ano anterior; registrando aumento de 0,2% em janeiro e de 1,3% em fevereiro.

Em 2025, a China obteve um superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão. As oscilações nos preços do petróleo frente a Guerra no Irã, no entanto, adicionam novos riscos.  Segundo o porta-voz do NBS, Fu Linghui, apesar da volatilidade nos preços do petróleo e dos mercados instáveis, o abastecimento energético da China pode funcionar como um amortecedor contra choques externos.

O relatório da NBS, no entanto, adverte: “devemos estar cientes de que a evolução do ambiente externo exerce um grande impacto sobre a China e os riscos geopolíticos continuam aumentando”.