Quinta-feira, 3 de setembro de 2026
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A Coreia do Norte permaneceu em silêncio nas horas seguintes ao lançamento de mísseis balísticos sobre o Mar do Leste nesta quinta-feira (20/08), em uma operação que, de acordo com os registros feitos pelo Estado-Maior Conjunto sul-coreano, consistiu em dez projéteis de curto alcance a partir da capital norte-coreana Pyongyang. É a terceira vez seguida que o governo norte-coreano não emite comentários imediatos após lançamentos do tipo, comportamento que difere das ocasiões anteriores.

A mais recente ação ocorre mais de uma semana após o país liderado por Kim Jong Un ter disparado um outro míssil balístico de curto alcance também em direção ao leste, em 12 de agosto – quando a nação reagiu às ameaças promovidas pelos Estados Unidos e pela Coreia do Sul antes do exercício militar Ulchi Freedom Shield (UFS).

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O treinamento conjunto, porém, foi interrompido a pedido do presidente norte-americano Donald Trump, que descreveu as operações conjuntas como “hostis e inadequadas” contra a Coreia do Norte, país com o qual alegou que “tem se dado bem” ao longo do tempo. Além disso, o republicano proferiu críticas contra o presidente sul-coreano Lee Jae Myung pela recusa em se aliar na guerra contra o Irã. 

Os lançamentos também ocorrem enquanto o republicano busca restabelecer um canal diplomático com Kim Jong Un. Trump anunciou a jornalistas que planeja se encontrar com o líder norte-coreano ainda este ano, e alegou que o homólogo tem respondido às suas investidas. O republicano acrescentou que tem “boa relação” com o chefe de Pyongyang, emendando sua posição com a informação de que o governo norte-coreano possui 57 armas “muito poderosas” em seu arsenal nuclear. 

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A Coreia do Norte lançou mísseis balísticos em direção ao Mar do Leste, de acordo com o Estado-Maior Conjunto sul-coreano
Reprodução/KCNA

Por outro lado, a chefe do Departamento de Assuntos Gerais do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, Kim Yo Jong, também irmã de Jong Un, desmentiu os relatos do norte-americano, afirmando “desconhecimento absoluto” a respeito de conversas bilaterais.

Em comunicado emitido pela agência estatal KCNA, Yo Jong também disse que a recente decisão de Washington de reduzir a cooperação militar com Seul pôs seu vizinho “em uma situação difícil de cancelar os ‘jogos de guerra’ que tanto gostava”. Em sua avaliação, as “declarações duplas” de Lee Jae Myung, que falam em respeitar as decisões norte-americanas de flexibilizar a aliança mas, ao mesmo tempo, da necessidade da independência de suas capacidades militares, sinalizam desespero por parte da Coreia do Sul.