Quinta-feira, 14 de maio de 2026
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O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul refutou nesta quinta-feira (07/05) a alegação feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que uma embarcação operada pelo país asiático, a HMM Namu, com bandeira do Panamá, estava agindo por conta própria e foi atacada pelo Irã no Estreito de Ormuz. O posicionamento ocorreu dias após relatos de uma explosão de causa não identificada a bordo do navio graneleiro.

“O navio correspondente, por vários dias antes do incêndio começar, estava ancorado nas águas relevantes próximas aos Emirados Árabes Unidos, no lado interno do Estreito de Ormuz”, disse a pasta, em comunicado.

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De acordo com a agência sul-coreana Yonhap, a explosão ocorreu por volta das 20h40 pelo horário local de segunda-feira (04/05), em águas próximas aos Emirados Árabes Unidos. A embarcação transportava 24 tripulantes, incluindo seis sul-coreanos e 18 estrangeiros. Até o momento nenhuma vítima foi registrada, informou a chancelaria asiática.

A Embaixada iraniana em Seul, por sua vez, também nesta quinta-feira, rejeitou “firme e categoricamente” as falsas alegações que ligam as forças da nação persa ao incidente. Em nota, Teerã ressaltou que as condições de navegação do Estreito de Ormuz foram “afetadas pela evolução da situação de segurança e diferem daquelas predominantes em períodos anteriores”, indicando tensões na área devido às ações hostis.

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“É evidente que, nessas circunstâncias, qualquer desrespeito aos requisitos declarados e às realidades operacionais em um ambiente influenciado por tensões militares e de segurança pode levar a incidentes não intencionais”, disse o comunicado. “A responsabilidade por tais consequências recai sobre as partes que prosseguem com trânsito ou atividades na área sem a devida consideração a essas considerações”.

Navio HMM Namu, operado pela Coreia do Sul, não foi atacado pelo Irã e estava ancorado em águas próximas aos Emirados Árabes Unidos
Reprodução/The Marine

A acusação inicialmente oferecida pelos Estados Unidos referente ao incidente, que careceu de provas, foi feita antes do cancelamento do chamado “Projeto Liberdade”, uma iniciativa idealizada por Trump, que previa supostamente guiar navios, com segurança, para fora da rota marítima de Ormuz.

O republicano ligou a explosão a Teerã para incentivar a junção de Seul à operação norte-americana. “Talvez seja hora da Coreia do Sul vir se juntar à missão!”, afirmou o presidente, na ocasião. Seul, de imediato, declarou que estava estudando a possibilidade de se unir ao projeto.

O Estreito de Ormuz foi bloqueado pelo Irã em 28 de fevereiro, em represália à ofensiva iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra a nação persa. O HMM Namu é um dos 26 navios ligados à Coreia do Sul que ficaram encalhados na via navegável.