Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, afirmou nesta sexta-feira (18/09) que não enviará tropas do país ao Oriente Médio para apoiarem os Estados Unidos na guerra contra a República Islâmica do Irã.

Em coletiva para a imprensa local, Lee assegurou que “não haverá qualquer mobilização que envolva ou resulte em guerra, posso afirmar isso com toda a clareza, que não mobilizaremos recursos militares de forma alguma para esse fim”.

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A decisão ocorre após meses de pressão por parte do governo dos Estados Unidos sobre Seul para que o país envie tropas para apoiar os esforços para tirar do Irã o controle militar sobre o Estreito de Ormuz – medida que a República Islâmica adotou a partir de fevereiro, como retaliação após sofrer um bombardeio lançado por Washington e Tel Aviv.

Em meio a essa pressão, o presidente norte-americano Donald Trump criticou Lee por entregar “apoio insuficiente” aos Estados Unidos. A declaração foi acompanhada de medidas que reduziram os exercícios militares conjuntos entre os dois países.

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Acordo com Trump e Kim

O presidente sul-coreano também afirmou  na coletiva que está aberto a uma negociação com Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong Un para um acordo de paz entre as Coreias, desde que ela aconteça mediante o alinhamento de fatores que interessam a Seul.

“O que está claro é que o presidente Trump quer negociações, e eu também quero. Continuamos a coordenar esforços para tornar possível o diálogo entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos”, salientou.

Lee Jae Myung disse que está aberto a negociações de paz com Donald Trump e Kim Jong Un
Presidência da Coreia do Sul

Compensações

Na mesma coletiva desta sexta, no entanto, Lee admitiu estar avaliando a possibilidade de forças militares do país desempenharem um papel maior na segurança da região próxima à Península Coreana.

Vale lembrar que a Coreia do Sul mantém atividades militares de apoio aos Estados Unidos na Somália, como parte de uma missão para combater a pirataria na região.

Em âmbito não militar, no ano passado, o governo sul-coreano se comprometeu a investir US$ 350 bilhões na indústria de manufaturas dos Estados Unidos em troca da redução das tarifas de importação coreanas para 15% por Washington.

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