Exército de Taiwan retoma 'aulas anticomunistas' após quase 25 anos
Segundo a Reuters, Ministério da Defesa da ilha alega suposto aumento de ameaça por parte da China para retomada da disciplina
As Forças Armadas de Taiwan retomaram as aulas patrióticas “anticomunistas” para graduados de suas academias militares após um hiato de 25 anos, informou a Reuters no domingo (05/07), citando o Ministério da Defesa da ilha.
Em comunicado, o ministério declarou que as aulas foram retomadas devido à alegada crescente ameaça de ação militar e infiltração por parte da China. Um alto funcionário também relatou um aumento na atividade naval chinesa.
“É necessário que [os graduados] compreendam claramente as ameaças à segurança nacional e reconheçam a missão militar de ‘por que lutamos e por quem lutamos'”, disse o ministério em comunicado.
Autoridades de departamentos como o Conselho de Assuntos Continentais (responsável pela formulação de políticas para a China), o Conselho de Segurança Nacional, o Ministério da Justiça e o principal centro de estudos governamental, a Academia Sinica, ministrarão palestras aos graduados, informou o Ministério da Defesa de Taiwan.
Segundo o relatório, durante grande parte do século XX, campanhas alertando sobre os perigos de supostos “bandidos comunistas” na China eram comuns em Taiwan. A educação formal “anticomunista” para graduados militares terminou em 2002 e foi renomeada para “educação patriótica”.
A China, assim como a grande maioria das nações, considera Taiwan, que é autogovernada desde 1949, como parte inalienável de seu território.
























