Quarta-feira, 5 de agosto de 2026
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Os protestos liderados pelo chamado “Movimento das Baratas” chegaram ao fim neste sábado (25/07), após o governo da Índia informar sobre a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, principal alvo das manifestações que mobilizaram milhares de estudantes nos últimos dois meses.

O anúncio foi feito poucas horas depois de uma nova rodada de negociações entre representantes do movimento e integrantes do governo do primeiro-ministro ultranacionalista Narendra Modi.

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Em publicação na rede social X, Pradhan afirmou ter deixado o cargo para evitar que a crise fosse explorada por “forças antinacionais”.

“Considerando a situação que surgiu em Jantar Mantar e em todo o país, para que forças antinacionais não se aproveitem desse contexto (…) enviei minha carta de renúncia ao primeiro-ministro [Narendra Modi]”, acrescentou.

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O agora ex-ministro também declarou que respeita “as aspirações, os sentimentos e as legítimas expectativas da juventude” indiana.

O cargo ocupado por Pradhan foi entregue a Pralhad Joshi, que o ocupará de forma interina enquanto o governo selecionada um nome para assumir a pasta em definitivo.

Poucas horas depois, dirigentes do Partido Popular das Baratas (CJP, por sua sigla em inglês) anunciaram o encerramento das manifestações, alegando que o governo aceitou as reivindicações apresentadas pelo movimento.

“Todas as nossas demandas foram aceitas. Por isso, pedimos aos manifestantes que encerrem imediatamente os protestos e retornem para casa de forma pacífica”, disse o porta-voz Ashutosh Ranka após reunião com ministros do governo.

Além da saída de Pradhan, o governo concordou com o pagamento de dez milhões de rúpias às famílias de estudantes que morreram por suicídio após serem obrigados a refazer exames, compromete-se a não punir participantes dos atos e aceitou realizar um pedido público de desculpas pelas ações da Polícia de Déli e da força paramilitar durante a repressão às manifestações.

Origem da crise

A mobilização começou em maio, após sucessivos casos de vazamento de provas de admissão em universidades indianas, especialmente no exame nacional de ingresso para faculdades de medicina.

Manifestantes celebram renúncia de ministro da Educação da Índia
ANI

Entidades estudantis acusaram o Ministério da Educação de falhar na condução do sistema e passaram a exigir mudanças estruturais, além da saída do ministro Dharmendra Pradhan.

Na sexta-feira (24/07), o CJP havia concordado em suspender temporariamente os protestos para aguardar uma resposta oficial do Executivo.

Durante esse período, o ativista Sonam Wangchuk, um dos rostos mais conhecidos da mobilização, encerrou uma greve de fome de 26 dias iniciada em protesto contra a repressão policial aos manifestantes.

Antes da renúncia de Pradhan, o primeiro-ministro Narendra Modi também havia anunciado a criação de tribunais de julgamento para responsabilizar os envolvidos nos vazamentos de provas, afirmando que “nada é mais importante do que o bem-estar e o futuro da nossa juventude”.