Japão suspende reativação de maior usina nuclear do mundo
Usina nuclear registrou a segunda falha operacional só nesta semana por falha relacionada à remoção das barras de segurança
O processo de reativação da usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa foi suspenso nesta quinta-feira (22/01) após um alarme no sistema de monitoramento ser acionado com a retirada das barras de controle logo depois da reativação da instalação, informou a TEPCO (Tokyo Electric Power Company), operadora de energia elétrica de Tóquio e da região leste do Japão.
As barras de controle são dispositivos utilizados para regular a reação nuclear em cadeia, pois absorvem as partículas responsáveis por manter a reação, garantindo que o processo ocorra de forma controlada e segura.
A reativação da usina acontece 15 anos depois de sua paralisação, em decorrência do desastre da central de Fukushima Daiichi, também administrada pela TEPCO, em episódio que divide opiniões no país. Em março de 2011, um tsunami atingiu a região e ultrapassou as linhas de defesa da usina de Fukushima, provocando apagões e a evacuação de cerca de 160 mil pessoas.
De acordo com o porta-voz da empresa, Takashi Kobayashi, ouvido pelo portal Euronews, a TEPCO “está investigando o mau funcionamento do equipamento elétrico” e afirmou que, “como ficou claro que a situação demandaria tempo, decidimos reinserir as barras de controle de forma planejada”.
Vale lembrar que, na segunda-feira (19/11), após uma nova falha relacionada à remoção das barras durante testes de equipamentos realizados no fim de semana, a empresa decidiu antecipar a retomada das atividades da usina nuclear.
Em dezembro do ano passado, a Assembleia da Província de Niigata aprovou a reativação do reator número seis, após o órgão regulador nuclear nacional ter dado sinal verde para a operação de dois dos sete reatores do complexo.
Apesar das controvérsias, o governo japonês pretende ampliar novamente o uso da energia nuclear como forma de reduzir a dependência de combustíveis fósseis, avançar rumo à neutralidade de carbono até 2050.
O objetivo, segundo Tóquio, é atender à crescente demanda energética associada ao avanço da inteligência artificial.






















