Terça-feira, 3 de março de 2026
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Em cerimônia realizada neste domingo (15/02), o líder norte-coreano Kim Jong Un inaugurou um conjunto habitacional destinado às famílias dos soldados mortos na guerra entre Rússia e Ucrânia.

Segundo o mandatário, a medida foi um “reconhecimento ao heroísmo” dos pouco mais de 600 combatentes da Coreia do Norte enviados à fronteira guerra como parte de uma aliança militar entre Moscou e Pyongyang.

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“Antes de morrer, nossos heróis certamente imaginaram suas queridas famílias vivendo em um país que continua sendo próspero”, declarou o líder norte-coreano durante o discurso de inauguração, transmitida pela emissora estatal KCNA.

No primeiro semestre de 2025, os combatentes norte-coreanos participaram de operações militares em conjunto com o exército russo, que permitiram a Moscou recuperar o domínio da província de Kursk.

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Após a operação, o Kremlin divulgou um comunicado oficial reconhecendo que os soldados norte-coreanos em Kursk “foram decisivos no campo de batalha” e que “escreveram uma nova e gloriosa página da história de irmandade militar entre os nossos povos”.

“Os soldados norte-coreanos lutaram ombro a ombro conosco, mostraram uma solidariedade que comprova o alto nível de nossas relações, e creio que hoje podemos dizer que nos tornamos mais que meros aliados”, afirmou a declaração russa.

Líder norte-coreano Kim Jong Un com família que recebeu uma das novas moradias inauguradas
KCNA

Tratado com a Rússia

A aliança militar entre Rússia e Coreia do Norte é resultado de um tratado assinado em 2024 pelo próprio Kim Jong-un e pelo presidente russo Vladimir Putin.

Após a firma do documento, os exércitos russo e norte-coreano fizeram chegaram a um acordo para o envio de mais de 15 mil soldados norte-coreanos à região do conflito entre Rússia e Ucrânia.

A aliança também significou um maior intercâmbio entre os dois países setor de armamentos e sistemas de defesa de alta tecnologia.

Com informações de Al Jazeera.