Líderes do ‘Movimento das Baratas’ na Índia aceitam prazo do governo para decidir futuro de ministro da Educação
Representantes do Partido Popular das Baratas exigem saída de Dharmendra Pradhan do Ministério e reforma no sistema educacional do país
Em comunicado difundido nesta sexta-feira (24/07), o Partido Popular das Baratas (CJP, por sua sigla em inglês), afirmou que aceita o prazo estabelecido pelo governo da Índia para definir o futuro do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, pivô da crise política vivida no país nos últimos dias.
Desde maio deste ano, o CJP tem promovido uma série de protestos, que se tornaram massivos na última semana, no qual exigem uma ampla reforma no sistema educacional indiano, e apontam o ministro Dharmendra Pradhan como principal inimigo das suas demandas.
Entre outras coisas, Pradhan estaria ligado a um suposto esquema de vazamento de provas em exames para ingresso em universidades indianas – o caso mais recente envolveu o exame nacional de admissão para faculdades de medicina e veio à tona justamente em maio passado, quando estouraram os primeiros protestos.
Essa onda de protestos ganhou o nome de “Movimento das Baratas”, em alusão ao CJP, principal impulsor das manifestações, embora também tenha grande adesão por parte de entidades estudantis.
O anúncio do partido opositor acontece após dias de negociações entre seus representantes e figuras do alto escalão do governo ultranacionalista do premiê Narendra Modi.
Após o diálogo, o governo prometeu anunciar até este sábado (25/07) uma medida a respeito das demandas apresentadas pelo “Movimento das Baratas”, dando a entender que uma das decisões a serem anunciadas será a demissão de Pradhan ou sua transferência para outro setor governamental, longe da Educação.
Além de aceitar uma pausa nos protestos contra o governo até o anúncio do próximo sábado, o CJP e outras entidades ligadas ao “Movimento das Baratas” informou que o ativista Sonam Wangchuk, um dos líderes dos protestos, encerrou sua greve de fome após 26 dias.
Wangchuk justificou a greve afirmando ser uma forma de repúdio à repressão do governo contra os manifestantes durante os atos que se espalharam pelo país e reuniram dezenas de milhares de pessoas.

Sonam Wangchuk após fim da greve de fome de 26 dias
Jai Hind / X/ @CJP_for_India
Resposta de Modi
Nesta quinta-feira (23/07), o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, prometeu criar tribunais de julgamento rápido para punir os envolvidos no vazamento de provas de admissão universitária.
“Nada é mais importante do que o bem-estar e o futuro da nossa juventude!”, escreveu o premiê em sua conta no X.
O mandatário prometeu que os tribunais de julgamento rápido irão “garantir punições céleres e rigorosas para os envolvidos em vazamentos de documentos”.
“Aqueles que tentarem prejudicar o futuro da nossa juventude não ficarão impunes”, afirmou Modi.























