Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
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O número de mortos nas inundações repentinas e nos deslizamentos que atingiram a fronteira entre Nepal e China no último dia 26 de agosto subiu para 1.273, enquanto cerca de 4,8 mil pessoas seguem desaparecidas.

De acordo com o balanço divulgado pela Agência Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres nepalesa (NDRRMA) na manhã desta quinta-feira (03/09), pelo menos 1.252 corpos foram recuperados pelos socorristas no país, enquanto 21 óbitos foram registrados no Tibete chinês.

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Além disso, 4.216 pessoas estão desaparecidas no Nepal, incluindo quase 600 estrangeiros de mais de 30 países, sobretudo indianos, e 541, na China, totalizando 4.757.

A tragédia foi provocada pelo colapso de uma geleira no Himalaia, cordilheira que abriga os picos mais altos do planeta. Enormes blocos de gelo se desprenderam e arrastaram uma massa de detritos, incluindo rochas, árvores, sedimentos e a água de lagos represados nas montanhas, varrendo do mapa assentamentos inteiros.

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Devido à catástrofe, o governo nepalês pretende construir um sistema de alerta precoce para deslizamentos na fronteira com a China, por meio de sensores sísmicos, câmeras e monitoramento via satélite.

Inicialmente, os equipamentos serão instalados em Timure, um povoado no distrito de Rasuwa, ao longo do mesmo corredor fluvial atravessado pela enorme massa de lama, água e rochas em 26 de agosto.

A conexão via satélite VSAT deverá garantir a comunicação com as estações de monitoramento mesmo em caso de interrupções na rede móvel.

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