Segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
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A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou nesta segunda-feira (19/01) a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições antecipadas. A medida entrará em vigor no dia 23 de janeiro, há menos de três meses de sua nomeação ao cargo.

A decisão foi anunciada durante uma coletiva de imprensa pela líder conservadora, que pretende capitalizar apoio popular em prol de sua administração. “Pedirei aos cidadãos que julguem se mereço permanecer à frente do governo“, afirmou Takaichi.

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A campanha eleitoral terá início em 27 de janeiro e a votação está marcada para 8 de fevereiro.

A dissolução antecipada da Câmara Baixa ocorre menos de um ano e meio das últimas eleições gerais, nas quais o Partido Liberal Democrata (PLD), liderado por seu antecessor, Shigeru Ishiba, em aliança com o partido Komeito, perdeu a maioria na Câmara Alta do Parlamento.

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@takaichi_sanae / X

Um colapso que se repetiu nas eleições para o Senado em julho passado, levando à renúncia de Ishiba meses depois.

Através da nova coalizão formada pelo PLD e pelo Partido da Inovação do Japão (PIJ), Takaichi pretende ampliar sua maioria no Parlamento, convocando eleições com base na avaliação de sua gestão econômica — que ela mesma descreveu como “responsável, mas agressiva” — e sobre a estabilidade da aliança governista.

No entanto, analistas veem o contexto parlamentar de forma complicada, com o bloco governista tendo que negociar, primeiro, o orçamento de 2026, que entrará em vigor em abril.

Nos últimos dias, a principal força de oposição, o Partido Democrático Constitucional (PDC), e o Komeito anunciaram a formação da Aliança Reformista, de centro, que servirá como principal oposição a Takaichi.

(*) com Ansa