Quarta-feira, 24 de junho de 2026
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O presidente chinês Xi Jinping pousou em Pyongyang nesta segunda-feira (08/06) para iniciar uma visita de Estado de dois dias à Coreia do Norte, a primeira de um chefe de Estado chinês ao país asiático desde 2019.

Segundo a agência estatal Xinhua, Xi chegou à capital norte-coreana por volta das 12h no horário local, marcando a retomada dos laços bilaterais entre Pequim e Pyongyang.

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A viagem é vista como um esforço estratégico da China para reafirmar sua influência sobre a Coreia do Norte, cujo relacionamento passou por altos e baixos na última década devido aos testes nucleares norte-coreanos e à aproximação de Pyongyang com a Rússia.

Embora a China continue sendo o principal parceiro comercial de Pyongyang, o líder norte-coreano Kim Jong-un diversificou suas alianças, especialmente na defesa e no comércio com Moscou.

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Benoit Hardy-Chartrand, pesquisador sênior do Instituto de Estudos Asiáticos Contemporâneos, observou que o objetivo de Xi é “garantir que a China mantenha sua influência sobre a Coreia do Norte, que tem fortalecido seus laços com a Rússia nos últimos anos.”

Xi Jingping anunciou no Rodong Sinmun, o jornal oficial da RPDC, que a visita é uma oportunidade para ambos os países, enfatizando que a China está pronta para trabalhar com a RPDC para melhorar as relações a partir de uma visão estratégica e alcançar um maior desenvolvimento.

Presidente chinês visita Coreia do Norte para retomada de laços bilaterais entre países
Wilson Dias / Agência Brasil

Esforços bilaterais

O presidente chinês aponta o 65º aniversário do Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua China-RPDC, como um momento para fortalecer os intercâmbios em todos os níveis e aumentar os esforços bilaterais.

A visita ocorre após meses de escalada diplomática, incluindo viagens de altos funcionários chineses a Pyongyang e vice-versa. No artigo, Xi defendeu a continuidade da aliança e defendeu o fortalecimento da coordenação diante do “hegemonismo” e da “política de força”, sem mencionar explicitamente os Estados Unidos.

O encontro entre os líderes chinês e da Coréia do Norte ocorre após a cúpula entre Xi e o presidente dos EUA, Donald Trump, em maio, onde a Casa Branca afirmou ter concordado com um “objetivo compartilhado” de desnuclearizar a península coreana.

Especialistas dizem que Trump dificilmente conseguirá retomar o diálogo com Kim Jong-un, cuja necessidade de diplomacia com Washington diminuiu graças ao apoio de Pequim e Moscou.

Como principal fornecedor de alimentos e energia, a China desempenha um papel crucial na economia norte-coreana, embora condicionada por sanções internacionais. Essa visita busca consolidar o eixo Pequim-Pyongyang-Moscou diante da pressão ocidental no Leste Asiático.