Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegou nesta segunda-feira (17/08) que o líder norte-coreano Kim Jong Un tem respondido às suas declarações e pedidos de conversa. A posição foi dada no Salão Oval, quando questionado pela imprensa sobre o silêncio da autoridade de Pyongyang sobre o republicano, desde que assumiu seu segundo mandato presidencial no ano passado.

“Como você sabe que ele não respondeu?”, perguntou. Ao ser pressionado sobre se Kim havia realmente respondido às suas solicitações de encontro, Trump reafirmou que “sim, respondeu”, avaliando o estágio das conversas entre ambos como “muito positivo”, mas sem fornecer mais detalhes. Até o momento, nenhuma agência estatal norte-coreana confirmou diálogos entre ambos.

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“Veja, na verdade estou tornando tudo (cenário) muito mais seguro. Kim Jong Un sempre me tratou com grande respeito”, acrescentou. “Eu entendo ele. Ele me entende”.

Durante o primeiro mandato de Trump, os dois mandatários chegaram a se encontrar presencialmente três vezes. No entanto, em meio às relações estremecidas entre Pyongyang e Seul – especialmente após os ataques do ex-presidente Yoon Suk Yeol, preso por tentativa de golpe –, além da promoção de hostilidades por parte de Washington contra nações alheias, o governo de Kim tem limitado seus diálogos contra os “inimigos”.

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Líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, e presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro bilateral à margem de cúpula na Singapura, em junho de 2018
Wikimedia Commons/Dan Scavino

O tema “Coreia do Norte” foi retomado por Trump no domingo (16/08), quando anunciou ter ordenado o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a reduzir os exercícios militares “inadequados e hostis” que realiza com Seul. Pela plataforma Truth Social, o republicano atacou a Coreia do Sul e explicou que a decisão decorre após a recusa do presidente Lee Jae Myung de se aliar aos esforços norte-americanos na desnuclearização do Irã. 

“Espera aí. Temos 39.000 soldados lá, protegendo você de Kim Jong Un, seu vizinho ao lado, e você não vai nos ajudar numa operação militar muito fácil no Irã. Isso é estranho”, disse Trump no Salão Oval, colocando novamente em questão o apoio que Washington tem fornecido tanto a Seul quanto aos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), estes que também rejeitaram contribuir com sua nação na guerra contra o país persa.

“Não podemos sair por aí protegendo todos esses países, especialmente quando eles não estão lá para nos ajudar”, afirmou.

Nesta segunda-feira, iniciaram-se os exercícios do Ulchi Freedom Shield (UFS), conforme anunciado pelas Forças Armadas Combinadas na semana anterior. O treinamento militar prevê durar até a próxima quinta-feira (27/08). Nos dias anteriores, Pyongyang emitiu um comunicado alertando contra “o grave cenário de confronto criado pelos Estados inimigos”.

“Os Estados Unidos anunciaram que os próximos exercícios são bastante diferentes dos dos últimos cinco anos e têm como objetivo dominar a capacidade de lutar com base nos novos aspectos de uma guerra moderna”, disse a chancelaria do país. “É nosso princípio consistente garantir a segurança e responder a um novo nível de ameaça com um novo nível de dissuasão”.