Trump pressiona governo por reunião com Kim Jong Un ainda neste ano, afirma jornal
Segundo Wall Street Journal, eventual encontro poderia acontecer à margem da APEC na China, em novembro; republicano alegou manter diálogo com líder norte-coreano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está pressionando seus assessores para organizar uma reunião com o líder norte-coreano Kim Jong Un para este ano, de acordo com autoridades norte-americanas consultadas pelo The Wall Street Journal nesta terça-feira (18/08). De acordo com o veículo, um possível encontro, se aceito pelo mandatário asiático, poderia acontecer em novembro, à margem da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC, na sigla em inglês) em Shenzhen, na China.
Na segunda-feira (17/08), questionado pela imprensa no Salão Oval, o republicano alegou que Kim tem respondido às investidas dele, e que seus diálogos estavam em um estágio “muito positivo”. As supostas conversas, porém, nunca foram confirmadas pelas agências estatais norte-coreanas, onde normalmente são publicadas declarações oficiais daquela nação.
“Kim Jong Un” foi um tema retomado no início da semana, quando Trump anunciou ter ordenado a redução dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul após o presidente Lee Jae Myung, segundo o argumento do republicano, recusar uma aliança militar na guerra contra o Irã. À imprensa, o mandatário também emendou críticas à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), apontando não valer a pena “sair protegendo todos esses países quando eles não estão prontos para nos ajudar”.

Donald Trump e Kim Jong Un caminham juntos para reunião bilateral em 12 de junho de 2018, no Hotel Capella, em Singapura
The White House/Shealah Craighead
Durante o primeiro mandato frente à Casa Branca, Trump e Kim chegaram a se encontrar presencialmente três vezes. Porém, desde seu retorno à Presidência norte-americana, em janeiro do ano passado, por diversas vezes o republicano tem prometido encontros com o líder norte-coreano – mas que nunca se concretizaram e nem sequer foram comentados por Kim.
Pelo contrário, Pyongyang – que tem sido frequentemente atacado pelo ex-presidente sul-coreano de extrema direita Yoon Suk Yeol, atualmente preso por tentativa de golpe – passou a emitir comunicados oficiais rejeitando o reforço da cooperação militar entre Washington e Seul. Além disso, mudou trechos de sua própria Constituição, sinalizando a impossibilidade da reunificação com seu vizinho.
Enquanto isso, a Coreia do Sul apoia o engajamento entre Washington e Pyongyang, argumentando que abriria um caminho para promover a estabilidade regional.























