Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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O presidente chinês Xi Jinping desembarcou nesta na quarta-feira (23/09) na Base Aérea Conjunta Andrews, nos arredores de Washington, D.C., para sua primeira visita de Estado aos Estados Unidos em mais de uma década, numa tentativa de amenizar as crescentes tensões entre as duas maiores economias do mundo. Acompanhado de sua esposa, Peng Liyuan, o líder chinês desembarcou às 17h40 a bordo de um avião da Air China.

Trump deslocou-se até o local para cumprimentar seu homólogo na pista de pouso, um gesto incomum para o presidente, e que ressalta a importância do encontro para o governo norte-americano. A cerimônia incluiu uma salva de tiros e a execução dos hinos nacionais de ambos os países.

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O encontro formal entre os dois presidentes acontecerá nesta quinta-feira (24/09) na Casa Branca, o terceiro entre os dois líderes desde o retorno de Trump ao poder e o segundo em 2026. A pauta da reunião inclui a trégua tarifária, o conflito com o Irã, o futuro de Taiwan e a corrida para o desenvolvimento da inteligência artificial (IA).

Xi Jinping e Trump reúnem-se na Casa Branca após prorrogação da trégua tarifária
Xinhua/Li Xiang
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“A China e os Estados Unidos devem ser parceiros, não rivais. O grande rejuvenescimento da nação chinesa e o objetivo de tornar a América grande novamente podem caminhar juntos, complementar-se e beneficiar o mundo”, disse Xi Jinping horas depois, em declarações escritas publicadas pela agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

Na noite desta quinta-feira (23/09), Trump e a primeira-dama, Melania, oferecerão um jantar de Estado para Xi e sua esposa na residência presidencial.

No último dia de sua visita, o presidente chinês visitará os Arquivos Nacionais, que abrigam a Constituição dos EUA e a Declaração de Independência, acompanhado por Trump. A estadia do líder chinês se estenderá até 25 de setembro.

Anteriormente, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, enfatizou que Washington e Pequim têm “a obrigação de interagir e dialogar no mais alto nível”, apesar de suas “divergências significativas”.

Antes da chegada de Xi, o embaixador da China nos Estados Unidos, Xie Feng, enfatizou que ambos os países precisam alcançar uma “estabilidade estratégica construtiva”. Ele indicou que isso vai muito além de um “slogan” e representa um compromisso genuíno de trabalhar “na mesma direção”.

Trégua comercial até janeiro

Os Estados Unidos e a China concordaram em estender a atual trégua comercial entre os dois países até 10 de janeiro, anunciou na quarta-feira o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, coincidindo com a chegada a Washington do presidente chinês Xi Jinping.

Em entrevista à Fox News, Bessent confirmou que as duas partes prorrogaram o “Acordo de Busan”, firmado no ano passado, para conter o aumento das tarifas das duas economias, com vigência até 10 de novembro. O anúncio veio após uma nova rodada de negociações entre Bessent e o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng, antes do encontro entre Trump e Xi.

O acordo de Busan permitiu que Washington suspendesse novas tarifas sobre produtos chineses, em troca de Pequim interromper novas restrições à exportação de terras raras e outros minerais críticos.

Além da expansão comercial, a agenda da cúpula inclui a competição em inteligência artificial e a segurança em torno de Taiwan . Washington e Pequim também estão avançando no diálogo sobre segurança da IA, que inclui mecanismos de comunicação para responder a possíveis incidentes relacionados a essa tecnologia, e que ambos os países planejam continuar nos próximos meses.

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