Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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Em meio às tensões internacionais provocadas pelos tarifaços impostos pelo governo de Donald Trump, representantes do Brasil e dos Estados Unidos irão se reunir virtualmente nesta segunda-feira (31/08), às 14h30, no horário de Brasília, para retomar as negociações sobre as tarifas impostas a produtos brasileiros.

O encontro ocorre após o telefonema entre Lula e Trump na última sexta-feira (21/08), quando o presidente brasileiro classificou as tarifas impostas por Washington como “infundadas”. Segundo o Palácio do Planalto, Trump também defendeu que as equipes dos dois países retomassem as conversas o mais rapidamente possível.

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A iniciativa para a nova rodada de negociações teria partido do governo norte-americano. O Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, procurou Márcio Elias Rosa para organizar a reunião, que contará também com outros integrantes das equipes técnicas dos dois países.

Apesar da retomada do diálogo, o governo brasileiro não espera que a reunião resulte imediatamente em uma redução das tarifas. A avaliação é de que a reabertura das negociações já representa um avanço, embora o histórico de conversas anteriores sem resultados faça com que representantes do setor industrial mantenham cautela.

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Em julho deste ano, além da sobretaxa de 12,5%, os Estados Unidos já haviam aplicado uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A nova medida foi justificada por Washington com uma investigação sobre possíveis falhas do Brasil no combate à entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Presidente do Brasil, Lula, e Presidente dos EUA, Trump

Governos brasileiro e norte-americano voltam a negociar após escalada nas tarifas comerciais
flickr

Encontro de presidentes

Lula e Trump também têm um possível encontro previsto para setembro, em Nova York, durante a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A expectativa, ainda considerada incerta, é de que os dois possam ter uma conversa presencial durante a abertura do evento.

Tradicionalmente, o presidente brasileiro realiza o discurso de abertura da Assembleia, seguido pelo chefe de Estado do país anfitrião.

A eventual conversa entre os dois ocorre em um momento de maior tensão nas relações bilaterais, marcado pelas tarifas comerciais e pela aproximação de integrantes da família Bolsonaro com autoridades norte-americanas.

Na edição anterior da Assembleia-Geral, Lula e Trump tiveram um encontro inesperado nos bastidores, ocasião em que o presidente norte-americano afirmou ter havido uma “excelente química” entre os dois.