CPI do Crime livra Campos Neto e pede indiciamento de PGR e ministros do STF
Relatório focado no caso do Banco Master aponta possíveis crimes de ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, mas não de figura centrais da trama
O relatório final da CPI do Crime Organizado, que foi apresentado nesta terça-feira (14/04), solicita o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por supostos crimes de responsabilidade vinculados ao caso do Banco Master.
Os três ministros em questão são Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Também foi pedido o indiciamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, acusado de suposta omissão e falha no cumprimento das suas atribuições.
O relatório assinado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) conta com 221 páginas, foi elaborado após 120 dias de investigações da CPI sobre a atuação e a expansão das facções criminosas no Brasil.
Curiosamente, o texto está quase todo enfocado no caso do Banco Master, com poucos desdobramentos a respeito do vínculo de facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho com o sistema financeiro – questão que originou a comissão.
Em um dos trechos, o relatório argumenta que “ao longo dos trabalhos da CPI o STF impôs diversos obstáculos que (…) esvaziaram os poderes investigatórios da Comissão e comprometeram sua capacidade de produzir provas”.
Figuras não indiciadas
Também chama a atenção o fato de que o texto não pede o indiciamento de outros agentes públicos centrais para a trama, como o economista Roberto Campos Neto, que foi presidente do Banco Central durante o período em que se registrou o maior número de irregularidades do Master.

Os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes
Gustavo Moreno / STF
Outro que não foi indiciado foi o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, devido à tentativa de se fechar o negócio da aquisição do Master pelo banco distrital BRB.
O relatório será lido nesta mesma terça-feira, e deve ser votado durante essa mesma sessão.























