Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cometeu um ato falho e trocou o nome do mandatário norte-americano, Donald Trump, pelo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao mencionar ter recebido um convite oficial da Casa Branca, durante coletiva de imprensa, nesta terça-feira (26/05).

“Mais uma vez, foi um convite oficial do presidente Lula, ele tava ali com dois assessores dele… do presidente Trump, desculpa, o presidente Trump estava com dois assessores dele”, disse o senador, citando o nome do seu principal rival nas eleições de outubro.

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O encontro de Flávio com Donald Trump na Casa Branca foi articulado pelo seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, após as revelações das conexões entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O escândalo teve efeito imediato nas intenções de voto dos brasileiros, conforme atestam as pesquisas eleitorais, garantindo a liderança do presidente Lula.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde março de 2025, após sair do Brasil no contexto das investigações do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a tentativa de golpe de Estado, que levaram à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão.

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Em ato falho, Flávio Bolsonaro diz que Lula o convidou para ir à Casa Branca
© Lula Marques/Agência Brasil

O ex-deputado e o jornalista Paulo Figueiredo, neto do ditador João Figueiredo (1979-1985), acompanharam o senador durante o encontro com Trump.

Durante a conversa, Flávio pediu ao presidente dos Estados Unidos que incluísse as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de organizações consideradas terroristas. Ele defendeu, ainda, que o Brasil seja incorporado no Escudo das Américas, aliança criada por Trump junto aos governos de extrema-direita da América Latina.