Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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Durante visita ao arsenal da Marinha brasileira no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (07/08), o assessor presidencial da Rússia, Nikolay Patrushev, disse que o governo do seu país está interessado em avançar em acordos para oferecer tecnologia nuclear russa ao Brasil.

Presidente do Conselho Marítimo da Rússia, Patrushev também se reuniu com representantes da indústria naval brasileira, com os quais teria conversado, segundo o meio russo RT, sobre iniciativas em conjunto entre os dois países.

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Também segundo o site russo, o assessor do presidente Vladimir Putin teria enfatizado o interesse de Moscou em “desenvolver projetos para fortalecer a soberania tecnológica da Rússia e do Brasil”.

Vale destacar que a visita de Patrushev ao Brasil teve início na última quarta-feira (05/08) e sua chegada ao país ocorreu horas depois de um telefonema entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e seu homólogo russo Vladimir Putin.

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Patrushev também destacou, em entrevista ao meio do seu país, que algumas iniciativas entre Brasília e Moscou já estão em andamento, como o desenvolvimento de um reator nuclear naval brasileiro, com apoio de cientistas russos especializados em energia nuclear de pequena potência.

Outro projeto mencionado foi o que prevê a construção de usinas nucleares de pequeno porte unidades flutuantes de energia, capazes de abastecer com eletricidade algumas regiões remotas do território brasileiro.

Nikolay Patrushev durante encontro com Celso Amorim
Embaixada da Rússia no Brasil

Segundo o assessor russo, esse segundo projeto usaria baterias nucleares desenvolvidas com apoio da estatal russa Rosatom e do Instituto Kurchatov.

No evento, Patrushev foi acompanhado por autoridades brasileiras e chegou a inspecionar o Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM), considerado o maior navio de guerra da América Latina, que possui capacidade para operar até 18 aeronaves e atua em missões militares, humanitárias e manobras de apoio em desastres naturais.

Entre as autoridades brasileiras estavam os principais comandantes da Marinha, além do assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, e o ministro da Defesa, José Múcio.