Sexta-feira, 14 de agosto de 2026
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O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), que foi anunciado como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL) nesta quarta-feira (05/08), é acusado de estupro de uma adolescente que teria ocorrido anos atrás.

A relação não consensual teria resultado no nascimento de um filho do parlamentar com a menor de idade.

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A acusação foi apresentada pelos parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS). Usando a denúncia dos políticos, a Polícia Federal (PF) pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o caso, já que Gaspar é deputado federal e possui foro especial.

O pedido da PF está parado no STF desde abril, quando o relator do caso na corte, o ministro Gilmar Mendes, solicitou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a solicitação de investigação.

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A acusação contra Gaspar surgiu em meio à apresentação do relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o INSS, que investigou fraudes bilionárias em benefícios previdenciários, em março deste ano. Na época, Gaspar se manifestou.

Alfredo Gaspar realizou a coleta de material biológico para exame de DNA no dia 23 de abril em Maceió (AL). O procedimento ocorreu por determinação judicial do Laboratório de Genética Forense.

Deputado Alfredo Gaspar será vice de Flávio Bolsonaro
Andressa Anholete / Agência Senado

“O maior interessado na instauração do inquérito policial sou eu. As investigações policiais irão provar os crimes dos quais fui vítima e robustecerão minhas denúncias contra os parlamentares criminosos”, afirmou o parlamentar em nota em abril deste ano.

Por meio de sua assessoria, Lindbergh Farias afirmou que só se manifestará sobre o caso quando houver “novidades concretas”.

O Brasil de Fato procurou Alfredo Gaspar, que não se manifestou até o fechamento desta matéria. Caso o faça, o texto será atualizado.