Sábado, 4 de abril de 2026
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O senador Flávio Bolsonaro participou neste sábado (28/03) da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), em Dallas, nos Estados Unidos, onde comparou o ex-presidente Jair Bolsonaro a Donald Trump.

Ele criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contra quem disputa as eleições neste ano, acusando o líder brasileiro de atuar em favor de facções criminosas e de interesses estrangeiros. O presidente norte-americano Donald Trump não compareceu ao evento.

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Flávio tentou enquadrar as eleições brasileiras como um tema de interesse estratégico para a direita dos Estados Unidos. “Ou vocês têm o aliado mais poderoso do continente, ou um antagonista que se alinha com adversários americanos e torna sua política para a região impossível”, afirmou.

Ele também associou a trajetória política de seu pai à de Trump, afirmando que ambos foram acusados de “insurreição” e sofreram tentativas de assassinato. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

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“Agora [Bolsonaro] está na prisão, assim como Donald Trump estaria se vocês não tivessem lutado com sucesso para salvá-lo. Nós brasileiros ainda estamos lutando”, disse o senador.

Flávio Bolsonaro discursa em evento da ultradireita e compra pai a Trump
© Lula Marques/Agência Brasil

Ataques a Lula

Na segunda parte do discurso, Flávio concentrou ataques ao governo Lula, classificando o presidente como “socialista condenado por corrupção”, sugerindo que a política externa brasileira está alinhada a países adversários dos EUA.

Ele apresentou o Brasil como peça-chave na disputa global por minerais críticos. “O Brasil é a solução dos EUA para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”, afirmou.

Flávio acusou o presidente brasileiro de atuar junto a autoridades norte-americanas para impedir que as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) fossem classificadas como organizações terroristas.

A proposta do governo brasileiro é atuar com Washington no combate à lavagem de dinheiro do crime organizado, coibindo a importação de armas por esses grupos de fornecedores norte-americanos.

Por fim, ele apelou “não apenas aos Estados Unidos mas ao mundo livre inteiro” que “observem a eleição do Brasil”, “monitorem a liberdade de expressão” e “apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente”, sem citar o que poderia significar essa pressão.