Flávio Bolsonaro repete acusações falsas do pai sobre urnas eletrônicas
TSE desmentiu as declarações e reafirmou que o sistema de votação é desenvolvido 'exclusivamente pela Justiça Eleitoral'
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), divulgou informações falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro durante um evento com diplomatas, realizado na terça-feira (21/07), em uma ação semelhante à do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).
Durante seu discurso no evento promovido pela consultoria de comunicação Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, que reuniu, segundo os organizadores, lideranças de mais de 40 países, o senador afirmou que as urnas eletrônicas brasileiras possuem a mesma origem das urnas produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic. A declaração, no entanto, é falsa.
Segundo o pré-candidato à Presidência da República, um relatório divulgado na semana passada pela CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, apontaria que a empresa multinacional estaria envolvida com o governo venezuelano em um esquema de supostas fraudes nas eleições de 2012.
De acordo com o senador, a inteligência norte-americana afirma que a ideia inicial seria alterar votos por meio da programação das urnas.
No entanto, Flávio Bolsonaro defendeu “que todos os países possam mandar a maior quantidade possível de observadores para as nossas eleições, como sempre fazem, e também pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e sobre como o Brasil pode realizar eleições mais seguras e transparentes”.

Smartmatic é uma empresa de tecnologia eleitoral que fornece sistemas para diversos países, mas não fornece as urnas eletrônicas usadas nas eleições brasileira
Flickr / Senador Flávio Bolsonaro
Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou uma nota esclarecendo que são falsas as mensagens que circulam nas redes sociais afirmando que a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados nas eleições brasileiras.
Segundo o tribunal, “todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”.
Declarações semelhantes já haviam sido feitas por Jair Bolsonaro em 2022. Em 2023, o ex-presidente foi condenado pelo TSE por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, sendo declarado inelegível por oito anos, com a sanção válida até 2030.
























