O site PlatôBr publicou nesta terça-feira (29/09) uma reportagem com mensagens vazadas pelo empresário Alexandre Santini, que foi sócio do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) na loja Kopenhagen do BarraShopping, no Rio de Janeiro, e que revelam a atuação do político em operações de lobby junto a ministérios durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro (2019-2023), e também junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
As mensagens mostram conversas entre Flávio e Santini tratando de articulações durante o governo do pai. A reportagem destaca, no conteúdo das conversas, como o atual candidato da extrema direita agia em favor de clientes.
O texto da reportagem descreve os clientes de Flávio como “interessados em solucionar problemas onde quer que a influência de quem estava no poder àquela altura pudesse alcançar: em ministérios, na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) ou mesmo nos tribunais. ministérios, na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) ou mesmo nos tribunais”.
Essa atuação, segundo a matéria assinada pelo jornalista Rodrigo Rangel, teria como quartel-general uma casa alugada no Lago Sul de Brasília, na qual dois amigos de Flávio teriam montado uma espécie de “bunker do lobby”, frequentado por interessados em resolver suas pendências na máquina federal – e que era visitara com frequência pelo próprio Flávio, de acordo com as mensagens.
Algumas das mensagens relatam presentes de alto valor recebidos por Flávio para operar esse lobby, como um relógio Rolex em ouro branco, avaliado em R$ 305 mil, que recebeu do advogado e amigo pessoal Alan Belaciano, um dos responsáveis pelo “bunker” no Lado Sul. O mesmo Baleciano teria sido beneficiado por um lobby feito pelo senador junto ao ministro do STF Kassio Nunes Marques – nomeado por Jair Bolsonaro.
Além dos presentes caros, a reportagem também traz relatos de festas privadas com garotas de programa bancadas com dinheiro de origem suspeita, também proveniente de pagamentos feitos pelos clientes do “bunker” no Lago Sul.

A reportagem cita outras figuras ligadas à família Bolsonaro e ao candidato Flávio Bolsonaro que são suspeitas em outros casos de corrupção que estão sendo investigados.
Entre essas figuras citadas está Fabrício Queiróz, ex-assessor do hoje senador durante seu mandato como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Também foram mencionados o advogado Willer Tomas, ligado ao caso de fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, no jatinho onde Flávio viajou em 2025.