Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou novos elementos e protocolou uma revisão criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de contestar a condenação de 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado no Brasil.

Além da reavaliação da sentença, os advogados solicitaram a suspensão imediata do cumprimento da pena até que o Supremo analise a ação. A solicitação foi encaminhada ao ministro Kassio Nunes Marques, relator do primeiro processo de revisão relacionado ao caso.

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Segundo os advogados, parte do conteúdo digital utilizado no julgamento não permite verificar adequadamente a origem e o processamento dos dados. Eles alegam que o prazo concedido para examinar o material foi insuficiente, o que teria impedido uma análise detalhada da cadeia de custódia das provas.

A nova ação foi apresentada em 25 de setembro, um dia após os representantes de Bolsonaro terem protocolado e posteriormente retirado outra solicitação para suspender a pena, no âmbito da primeira revisão criminal, aberta em maio.

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Atualmente Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, benefício concedido pelo ministro Alexandre de Moraes em razão de patologias crônicas e de difícil tratamento em uma unidade prisional.

A revisão criminal é um instrumento jurídico que permite reexaminar uma condenação em hipóteses previstas em lei, como o surgimento de fatos novos ou de provas capazes de modificar o resultado final.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar enquanto o STF analisa novos questionamentos apresentados pela defesa contra sua condenação
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar enquanto o STF analisa novos questionamentos apresentados pela defesa contra sua condenação
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em síntese, os advogados sustentam que houve falhas na preservação das provas digitais desde a coleta do material até sua utilização no processo, o que poderia comprometer a integridade dos dados.

Eles afirmam ainda que a análise técnica só pôde ser concluída posteriormente, quando teriam sido identificadas supostas irregularidades no conjunto probatório utilizado para condenar Bolsonaro.

O grupo também menciona manifestações recentes de ministros do STF sobre a importância do acesso integral aos dados extraídos de aparelhos celulares pela Polícia Federal. Segundo os representantes do ex-presidente, durante o julgamento, foram feitas diversas solicitações para consultar a totalidade do material digital, e não apenas os trechos selecionados pela investigação, mas o acesso teria sido negado.

Com base nesse entendimento, os advogados argumentam que a posição mais recente do plenário do Supremo deve ser considerada na análise da revisão criminal.

A nova ação foi distribuída a Kassio Nunes Marques por prevenção, mecanismo utilizado quando um ministro já atua em processos relacionados ao mesmo caso ou tema, com o objetivo de evitar decisões conflitantes.

As duas revisões criminais permanecem em tramitação no STF. O relator poderá decidir individualmente sobre as solicitações, com posterior análise dos demais ministros, ou encaminhá-las diretamente para apreciação do colegiado.

Ainda não há data definida para a análise das solicitações apresentadas.

(*) Com Agência Brasil.

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