Quarta-feira, 4 de março de 2026
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A Justiça da Itália rejeitou nesta terça-feira (10/02) um pedido da defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa em Roma desde julho, para afastar os juízes responsáveis por analisar o pedido de extradição feito pelo Brasil.

A decisão da 1ª Seção Penal da Corte de Apelação de Roma foi tomada quase um mês depois de Zambelli afirmar, durante uma audiência, que não se sentia confortável em ser julgada pelo atual colegiado de magistrados.

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Segundo o UOL, a política foragida argumentou que os atuais juízes “não reuniriam condições de imparcialidade, pois decisões anteriores indicariam um entendimento prévio favorável à extradição, além de negar a produção de provas requeridas”

Os advogados de Zambelli, que está detida no presídio de Rebibbia, anunciaram que irão recorrer a decisão na Corte de Cassação. A equipe tem 15 dias para apresentar a solicitação.

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Com a decisão, foi mantidada a audiência marcada para a próxima quarta-feira (11/02), com o objetivo de avaliar o mérito do pedido de extradição feito pelas autoridades brasileiras.

Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
Lula Marques/ Agência Brasil

Entenda o caso

Condenada a 10 anos de prisão pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023, Zambelli, que possui cidadania italiana, fugiu para Roma, onde foi presa em julho. Desde então, aguarda uma decisão da Justiça da nação europeia sobre o pedido de extradição solicitado pelo Brasil.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão ao sistema do CNJ, para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da deputada para o Brasil. O pedido de extradição de Carla Zambelli foi oficializado no dia 11 de junho pelo STF. Em seguida, o pedido foi enviado pelo Itamaraty ao governo italiano.

Em agosto de 2025,  o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou novamente a deputada, pelo episódio em que ela sacou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista Luan Araújo às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. A perseguição começou após Zambelli e Luan trocarem provocações durante um ato político no bairro dos Jardins, em São Paulo.

Por 9 votos a 2, o Supremo definiu a pena de cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.

(*) Com Agência Brasil e Ansa