Terça-feira, 23 de junho de 2026
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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, debateu as restrições impostas pela União Europeia às exportações brasileiras de carne bovina e aço, durante encontro realizado na Cúpula do G7, na França, nesta terça-feira (16/06), com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

Na rede social X, o mandatário brasileiro se referiu às medidas previstas para entrar em vigor em setembro e afirmou que, durante a reunião, os três líderes indicaram que o “Itamaraty irá trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão (Europeia) para identificar as dificuldades, tanto na área de produtos de origem animal quanto nos produtos siderúrgicos”.

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Lula também ressaltou que os países-membros do Mercosul se comprometem “a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária ou relacionadas à proteção de sua indústria siderúrgica, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia”.

A atual presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou em suas redes sociais que o encontro com o presidente Lula, em Évian, “foi um prazer”, destacando que a “Europa e o Brasil veem o mundo com os mesmos olhos. Acreditamos na abertura e no progresso por meio da cooperação”.

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Já em relação ao pacto comercial com o Mercosul, von der Leyen afirmou que o acordo “não foi a linha de chegada”, mas sim o “ponto de partida” das relações entre os dois blocos.

“Da energia limpa à inovação, passando pela ação climática, ainda há muito que podemos alcançar juntos. Em um momento de incerteza, é reconfortante saber que podemos contar uns com os outros”, acrescentou a diplomata belga.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras.
Ricardo Stuckert / PR

Entenda o veto

No início deste mês, a União Europeia oficializou a decisão de proibir a importação de carne, tripas, peixes e mel produzidos no Brasil. Com isso, a medida deve entrar em vigor a partir do dia 3 de setembro.

A decisão ocorre porque, em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente utilizados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal. No entanto, a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

De acordo com a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtos atendem a algumas das exigências sanitárias do bloco, especialmente no que diz respeito à não utilização de medicamentos antimicrobianos ao longo de toda a cadeia produtiva para tratamento e prevenção de infecções em animais.

Dessa forma, o governo brasileiro busca reverter a decisão antes de 3 de setembro, data em que a proibição entrará em vigor. Além disso, a União Europeia solicita ao Brasil garantias adicionais de cumprimento das normas europeias sobre o uso de antimicrobianos.

(*) Com EBC e Ansa