Marco Rubio menciona Brasil em lista de países ‘não amigáveis’ com os EUA
Grupo de nações que Washington considera não alinhadas aos seus interesses, segundo o secretário de Estado, também inclui Cuba, Nicarágua e Venezuela
Em declaração diante do Congresso dos Estados Unidos, nesta terça-feira (02/06), o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, se referiu ao Brasil como um país “não amigável” com Washington.
Durante sua intervenção na seção parlamentar, Rubio disse que a Casa Branca conta com “coalizão de países amigos” na América Latina, e que o Brasil não faz parte dela.
“É fantástico que, com exceções como Nicarágua, Cuba, Venezuela e, claro, o Brasil, embora seja um país em meio a um ciclo eleitoral, e, em alguma extensão a Colômbia, temos uma região cheia de aliados e amigos dos Estados Unidos”, disse o secretário de Estado.
A declaração de Rubio ocorre em meio a um contexto marcado pela decisão do governo norte-americano de acrescentar uma tarifa adicional de 25% aos produtos brasileiros que ingressem no mercado norte-americano.

Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Marco Rubio e Flávio Bolsonaro
X / @pfigueiredo08
Um dos alvos da medida é o pix, sistema de pagamentos digitais administrado pelo governo brasileiro e que, segundo o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, por sua sigla em inglês), estaria afetando os interesses comerciais das empresas norte-americanas de cartão de crédito.
Outra questão que envolve a medida é a inclusão das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de organizações que os Estados Unidos consideram como “terroristas”.
A tarifa adicional de 25% aos produtos brasileiros também tem como contexto a viagem recente do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato presidencial de extrema direita.
O governo brasileiro questiona o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022) teria articulado com as autoridades norte-americanas a imposição de taxas aos produtos brasileiros – o político nega tal versão e alega ter pedido para que país não fosse taxado.























