Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta quarta-feira (20/05) que os Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores adotem as “providências necessárias” para a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. Desde 29 de julho de 2025, a aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro está presa na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma, de segurança média e alta. Ela está condenada a mais de 15 anos de prisão em dois processos reconhecidos pela Justiça brasileira.

A decisão do magistrado foi tomada pouco mais de um mês após a Corte de Apelação de Roma acatar o pedido do governo brasileiro para extraditar a ex-parlamentar bolsonarista, que possui cidadania italiana.

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O primeiro processo do STF contra Zambelli é referente à invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023. A ex-congressista fugiu do Brasil para Itália, passando pela Argentina e pelos Estados Unidos, na tentativa de escapar de uma pena de 10 anos de detenção. Colocada na lista vermelha da Interpol, ela foi detida pelas forças europeias e a sua prisão foi confirmada em julho passado. 

Em agosto de 2025, o STF condenou novamente a ex-deputada, acrescentando mais cinco anos e três meses de detenção, no episódio ocorrido em São Paulo em que ela sacou uma arma de fogo e perseguiu um jornalista, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022. 

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Carla Zambelli está presa na Itália há quase um ano e segue aguardando uma decisão definitiva da Corte do país europeu
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Zambelli está presa na Itália há quase um ano e segue aguardando uma decisão definitiva da Corte do país europeu, já que ainda existem recursos a serem analisados. Caso a extradição seja autorizada, por fim, pelo Ministério da Justiça italiano, a ex-parlamentar retornará ao Brasil sob escolta policial e ficará detida na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como “Colmeia”.

(*) Com Ansa