Sexta-feira, 14 de agosto de 2026
APOIE
Menu

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (17/07) que a Polícia Federal (PF) ouça o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no âmbito do inquérito que investiga a suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na decisão, o magistrado marcou o depoimento do parlamentar para o dia 28 de julho, às 14h.

A decisão foi tomada após a defesa do parlamentar não viabilizar a oitiva dentro do prazo inicialmente concedido pela Corte. Segundo Moraes, foi dada ao investigado a oportunidade de indicar data e horário para o depoimento, inclusive com a possibilidade de realização por videoconferência. No entanto, a defesa apenas solicitou a prorrogação do prazo, sem apresentar documentos que comprovassem a alegada impossibilidade de agendamento.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Siga!
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize!

Na decisão, o ministro afirma que “impõe-se, portanto, a designação do ato por este Juízo, a fim de assegurar o regular prosseguimento das investigações”. Com isso, determinou à

Polícia Federal que realize a oitiva de Flávio Bolsonaro e que a defesa do senador seja intimada “por todos os meios, inclusive os eletrônicos”.

Mais lidas

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, determinou oitiva do senador Flávio Bolsonaro no inquérito que investiga a prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Rosinei Coutinho/STF

O inquérito foi instaurado para apurar uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro deste ano, na qual associou o presidente Lula ao então mandatário da Venezuela, Nicolás Maduro. Na postagem, o senador escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”.

Em relatório encaminhado ao STF, a Polícia Federal concluiu haver indícios de autoria e materialidade do crime, sustentando que a publicação imputou falsamente ao presidente da República a prática de crimes como tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro.

Após receber o relatório, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo retorno dos autos à PF para que fosse realizada a oitiva do investigado.