Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fez uma safari na África do Sul, em março de 2025, com o senador Weverton Rocha (PDT-MA), o advogado Willer Tomaz e o empresário Carlos Alberto de Sá. Os dois primeiros estão sob investigação no caso das fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), enquanto o empresário teve seu indiciamento pedido pela CPI da Covid, em 2021.

As informações são da revista Piauí que recupera, neste sábado (19/09), uma fotografia do safári enviada, em 10 de março de 2025, a um grupo de WhatsApp. A Polícia Federal (PF) teve acesso à imagem, após apreender o celular de Rocha, no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga as fraudes no INSS.

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O escândalo veio a público um mês após a viagem. A reportagem identifica na fotografia, divulgada na sexta-feira pelo O Globo, Carlos Alberto de Sá, sócio da VTCLog e fundador do Grupo Voetur. Segundo a Piauí, em 2021, a CPI da Covid pediu o indiciamento do empresário por corrupção ativa e improbidade administrativa.

O relatório final da CPI acusou indícios de superfaturamento de R$ 17 milhões em um contrato da VTCLog com o Ministério da Saúde, durante o governo Bolsonaro, para armazenamento e distribuição de insumos, entre eles vacinas.

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Também apontou movimentações de R$ 4,7 milhões em dinheiro vivo, realizadas desde 2018, por um funcionário da empresa. Parte do dinheiro teria sido usada para pagar despesas pessoais do então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias.

O relatório da CPI também mencionou que a VTCLog venceu uma licitação do Ministério da Saúde oferecendo descontos expressivos, mas depois pediu aditivos ao contrato, o que poderia ser classificado como “jogo de planilha”. Apesar dos pedidos de indiciamento, as suspeitas não resultaram na responsabilização criminal de Sá.

Reportagem reforça vínculos de Flávio com investigados de fraude no INSS
Reprodução redes sociais

Tomaz e Rocha

Tomaz, aponta a Piauí, também esteve na mira da CPI da Covid, que chegou a discutir a possibilidade de quebra de seu sigilo bancário para investigar uma suposta participação nas negociações envolvendo a vacina Covaxin. A medida não avançou.

Na semana passada, a revista revelou que Flávio havia usado um apartamento do advogado na Vila Nova Conceição, na zona sul de São Paulo, durante a campanha. O uso do imóvel, que não foi declarado como doação à campanha, pertencia anteriormente a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcardo, e apontado pela Polícia Federal como um dos seus principais operadores.

Willer sustenta que não é investigado por fraudes contra o sistema previdenciário. Segundo relatório da PF, que realizou buscas e apreensões em seu escritório, ele atuava como “hub financeiro, patrimonial e logístico” no esquema, por meio de “empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários, operadores financeiros e interlocutores políticos”. Empresas de Willer teriam destinado mais de R$ 11 milhões à conta bancária da mulher de Rocha.

O senador é apontado como “liderança e sustentáculo” das atividades do grupo investigado nas fraudes do INSS. Ele também teve seu nome incluído em uma investigação do Ministério Público Federal sobre repasses do orçamento secreto para a área da Saúde no Maranhão. Como tem foro privilegiado, o caso encontra-se sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF).

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