Sexta-feira, 14 de agosto de 2026
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Em declaração emitida nesta sexta-feira (17/07), o governo da China afirmou que está disposto a unir forças com o Brasil e outros países do Sul Global para enfrentar a política de agressões tarifárias impulsionada pelos Estados Unidos.

Segundo Lin Jian, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, o país está disposto a “incrementar o diálogo e trabalhar com o Brasil e outros países para salvaguardar conjuntamente o sistema multilateral de comércio, tendo a Organização Mundial do Comércio (OMC) como núcleo, e defender a justiça e a equidade internacionais”.

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Lin enfatizou que a iniciativa está enfocada no caso do Brasil de forma momentânea devido ao tarifaço adicional de 25% anunciado nesta quarta-feira (15/07) pelo governo dos Estados Unidos contra uma lista de produtos brasileiros.

O porta-voz chinês afirmou que Pequim considera a medida norte-americana contra o Brasil como “lamentável” e acrescentou que “não há vencedores em uma guerra tarifária, porque são políticas que não servem aos interesses de ninguém”.

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Reação do Brasil

Nesta quinta-feira (16/07), o chanceler brasileiro Mauro Vieira criticou o novo tarifaço norte-americano contra seu país, e salientou a exigência de Washington de que Brasília aceitasse uma “abertura total, irrestrita e exclusiva” de setores inteiros de sua economia para empresas dos Estados Unidos, situação que ele resumiu dizendo que “em outras palavras, exigiam a capitulação”.

Após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciar o encerramento da investigação sobre supostas práticas comerciais desleais do Brasil, a Casa Branca informou que o governo norte-americano impôs tarifas adicionais de 25% sobre os produtos brasileiros.

Ao justificar a medida, o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse que a decisão busca “proteger os interesses econômicos do país e garantir condições justas de concorrência para empresas e trabalhadores norte-americanos”.

Segundo o governo de Donald Trump, as novas tarifas aos produtos brasileiros entrarão em vigor a partir da próxima quarta-feira (22/07).

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Lin Jian
Xinhua

Rebatendo Rubio

Horas depois, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, comentou a decisão e tentou atribuir a responsabilidade pelo tarifaço ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

“O presidente Lula e seu governo não negociaram com os Estados Unidos de boa-fé”, afirmou Rubio, que completou dizendo que as políticas econômicas do Brasil seriam supostamente “ruins para os norte-americanos e ruins para os brasileiros”.

O chanceler brasileiro Mauro Vieira considerou as declarações do chefe da diplomacia norte-americana ‘inaceitáveis e ofensivas’.

“Rubio ataca, de forma grosseira e arrogante, o chefe de Estado de um país amigo (dos Estados Unidos)”, acrescentou Vieira.