Quinta-feira, 3 de setembro de 2026
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Através de um requerimento formal apresentado à Organização Mundial do Comércio (OMC), o governo da China solicitou ser parte da consulta que o Brasil faz à entidade sobre as tarifas de 37,5% aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.

No documento com o qual oficializou o pedido, Pequim argumenta que a medidas tomada por Washington “afeta todas as exportações da China para os Estados Unidos, ressalvadas as isenções especificadas”.

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O país asiático ainda destaca que o tarifaço ao Brasil atinge “em particular, as condições de concorrência dos produtos originários da China vendidos no mercado dos Estados Unidos, em decorrência das tarifas adicionais impostas”.

O requerimento chinês se insere em uma ação na OMC iniciada pelo Brasil no dia 27 de julho, iniciativa pela qual o país pede que a entidade avalie a justificativa do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, por sigla em inglês) para a imposição das tarifas.

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Entre junho e julho deste ano, o presidente norte-americano Donald Trump impôs duas sanções aos produtos brasileiros, uma de 25% e outra de 12,5%, que somadas resultam em um tarifaço de 37,5% a mais de 800 produtos fabricados no país sul-americano.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alega que são falsas as premissas “práticas comerciais desleais” apresentadas pelo organismo norte-americano para sustentar a medida contra mais de 800 produtos do Brasil.

 

Governo chinês quer defender Brasil na OMC contra tarifaço
Embaixada da China no Brasil

As autoridades da OMC não confirmaram se aceitarão o pedido feito pela administração chinesa, liderada pelo presidente Xi Jinping. Tampouco há uma definição sobre as datas nas quais devem acontecer as primeiras reuniões relativas ao processo.

Dias atrás, o governo norte-americano afirmou que está disposto em participar das consultas solicitadas pelo Brasil à entidade internacional.