Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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O governo chinês declarou, nesta quinta-feira (04/12), que a mais recente declaração do Japão em relação a Taiwan “está longe de ser uma resposta adequada e certamente é inaceitável para a China”.

Ao ser questionado em coletiva de imprensa sobre a mais recente declaração da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, referente ao território reivindicado por Pequim, Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, disse que os relatos da governante “provaram ser imprecisos”.

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A Televisão Central da China (CCTV) solicitou a Lin os comentários de Pequim sobre a declaração de Takaichi, que teria afirmado na última terça-feira (03/12) que seu país “compreende e respeita” a posição do governo chinês de que “Taiwan é parte inalienável do território da República Popular da China”.

Contudo, Lin rejeitou a declaração e disse que a premiê japonesa “simplesmente disse que “a posição básica do governo japonês em relação a Taiwan permanece a mesma declarada na Declaração Conjunta Sino-Japonesa de 1972, e não houve nenhuma mudança nessa posição”, e nada mais”.

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Ministério das Relações Exteriores
da República Popular da China

Ele exigiu que “se a posição fundamental do Japão sobre Taiwan é de fato a que consta na Declaração Conjunta Sino-Japonesa de 1972”, Takaichi deveria “articulá-la de forma precisa e completa”.

“Por que o Japão se recusa a declarar claramente os compromissos que assumiu e suas obrigações legais? Qual a lógica e a motivação por trás dessa atitude? O Japão deve uma explicação à China e à comunidade internacional”, instou.

Por fim, alertou, mais uma vez, que Tóquio “reflita sobre seus erros e corrija-os”, além de retratar-se sobre as “declarações equivocadas” de Takaichi, alertando que suas falas receberam críticas “dentro e fora” do Japão.

“Os fatos e os compromissos do Japão estão documentados em registros históricos. Temos feito as mesmas perguntas há dias e ainda não recebemos resposta”, concluiu a autoridade chinesa.

Em novembro passado, Takaichi, afirmou que Tóquio “não reconhece o estatuto jurídico de Taiwan”, referindo-se ao reconhecimento da ilha como território chinês. Segundo a agência de notícias chinesa Xinhua, com a declaração, além de “glorificar símbolos militaristas”, a primeira-ministra “se alinhou com facções que se recusam a reconhecer a agressão passada [na Segunda Guerra Mundial] do Japão”.