Terça-feira, 3 de março de 2026
APOIE
Menu

O governo do Brasil anunciou nesta sexta-feira (06/06) a conclusão do processo de restituição de um fóssil de mais de 100 milhões de anos que havia sido apreendido pelas autoridades da Itália.

Trata-se de um exemplar da espécie Rhacolepis buccalis, peixe ósseo extinto que habitava a região da Bacia do Araripe, sítio paleontológico na divisa entre Ceará, Pernambuco e Piauí, entre 113 milhões e 119 milhões de anos atrás.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

A origem brasileira do exemplar foi confirmada por um laudo técnico-científico do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, vinculado à Universidade Regional do Cariri (URCA).

Rhacolepis buccalis, peixe ósseo extinto que habitava a região da Bacia do Araripe, sítio paleontológico na divisa entre Ceará, Pernambuco e Piauí
Ghedoghedo/WIkimedia Commons

A devolução foi possível graças a uma colaboração entre o Itamaraty e autoridades italianas, além do apoio da comunidade científica brasileira. O artefato estava no país europeu sem autorização e havia sido comprado em um antiquário na província de Pordenone, norte do país, por um homem que desconhecia sua importância.

Mais lidas

“A Bacia Cultural Sociobiodiversa da Chapada do Araripe foi incluída na Lista Tentativa do Patrimônio Mundial em 2024, em reconhecimento à sua importância geológica, arqueológica e paleontológica, além de sua significativa expressão cultural, o que reforça o papel do Brasil como referência internacional em conservação e valorização de seu patrimônio natural e cultural”, explicou o Ministério das Relações Exteriores.

Por fim, o governo do Brasil reafirmou “seu compromisso com a diplomacia cultural e a promoção do retorno de bens culturais de origem brasileira, em defesa da memória e da identidade nacionais”.

(*) Com Ansa