Em meio a brigas públicas com Musk, mãe de seu filho é vítima do Grok e processa bilionário
Na mira de haters partidários do empresário, imagens degradantes e sexualizadas da influenciadora de direita Asheley St. Clair foram disseminadas na plataforma X
A ex-parceira Elon Musk, Ashley St Clair, mãe do 14° filho do bilionário, está processando a xAI, por conta da disseminação de imagens degradantes e sexualizadas criadas pelo Grok na plataforma X.
A partir de fotos reais, usuários da plataforma que apoiam o bilionário em sua disputa pública contra St Clair, criaram vídeos em que seu corpo aparece quase nu, coberto de sêmen e com tatuagem “prostituta de Elon”.
Também foram criadas imagens a partir de uma foto dela criança, aos 14 anos, de biquíni. Em outras, já adulta, St Clair é aparece em poses eróticas e degradantes. Ela é judia e, em uma dessas imagens, é apresentada vestindo um biquíni decorado com suásticas nazistas.
No processo judicial, formalmente apresentado nesta quarta-feira (14/01), a acusação afirma que as imagens “não são consensuais” e que a empresa de Musk, com quem St Clair vem brigando publicamente, tinha total conhecimento da não autorização do uso, criação e disseminação de sua imagem nas redes do bilionário.
Assim que as imagens começaram a circular, ela apresentou vários pedidos formais de remoção na plataforma, sem ser atendida. Ela também acusou o X de desmonetizar a sua conta na plataforma.
Briga com Musk
Aos 27 anos, St Clair vem brigando publicamente com o bilionário, que ameaçou, em janeiro deste ano, em postagem pública no X, buscar a guarda total do filho do casal, de apenas um ano, alegando que St. Clair insinuou fazer transição de gênero na criança.
As brigas públicas com Musk angariaram onda de ódio nas redes sociais, expressa nas imagens “abusivas e degradantes” que circulam contra a influenciadora e comentarista política de direita.
Sua advogada neste processo, Carrie Goldberg, especializada em vítimas de empresas de tecnologia, afirmou ao The Guardian que “o xAI não é um produto razoavelmente seguro, mas sim um incômodo público”. Ela sustenta que os danos sofridos pela influencer são “diretamente resultado das escolhas deliberadas de design que permitiram que Grok fosse usado como ferramenta de assédio e humilhação”.

Em meio a brigas públicas com Musk, mãe de seu filho é vítima do Grok e processa bilionário
RS/Fotos Públicas
“As empresas não deveriam escapar da responsabilidade quando os produtos que constroem causam esse tipo de dano previsivelmente. Pretendemos responsabilizar a Grok e ajudar a estabelecer limites legais claros para o benefício de todo o público, a fim de evitar que a IA seja usada como arma para abuso”, afirmou ao jornal britânico.
Em resposta à ação, a empresa de Musk abriu um processo contra St Clair, alegando que ela violou os termos de serviço da empresa e pedindo uma indenização superior a US$ 75 mil ( R$ 402 mil). “É mais uma ferramenta de assédio. Consentimento é toda a questão”, afirmou a advogada.
Reação de governos
O caso de St Clair é apenas um entre as várias vítimas, incluindo crianças, adolescentes e mulheres, que se viram em imagens degradantes criadas por usuários da rede de Elon Musk. As denúncias acenderam o alerta de governos que acionaram medidas protetivas contra a empresa.
O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, afirmou que a Justiça norte-americana está investigando a produção em larga escala de imagens sexualizadas falsas e sem consentimento, pela empresa. Governos do Reino Unido, Malásia e Indonésia também entraram com medidas.
Na quarta-feira (14/01), a empresa garantiu que iria “bloquear geograficamente” a capacidade dos usuários “de gerar imagens de pessoas reais de biquínis, roupas íntimas e roupas semelhantes via a conta Grok e no Grok in X” em países onde isso fosse ilegal.
No entanto, nesta manhã (16/01), o jornal britânico denunciou que a ferramenta continua em operação, após seus repórteres testarem e conseguirem divulgar imagens sexualizadas, sem qualquer mediação, na plataforma X.























