Segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
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Uma operação de busca e apreensão foi realizada nesta terça-feira (03/02) na sede francesa da plataforma X, rede social do bilionário Elon Musk, como parte de uma investigação conduzida pelo Ministério Público de Paris.

A investigação, aberta no início de 2025, examina suspeitas de uso indevido do algoritmo da plataforma para interferência estrangeira e outras infrações graves. A ação contou com o apoio da Europol e da seção especializada em crimes cibernéticos da polícia francesa.

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Segundo a Promotoria de Paris, as investigações tiveram seu escopo ampliado para incluir o funcionamento da  polêmica ferramenta de inteligência artificial Grok, integrada ao X, que vitimou dezenas de mulheres e menores ao facilitar e permitir a manipulação de fotos de usuários reais na plataforma.

“Intimações para entrevistas voluntárias em 20 de abril de 2026, em Paris, foram enviadas a Elon Musk e Linda Yaccarino, em sua qualidade de administradores da Plataforma X na época dos fatos”, informou a procuradora da República de Paris, Laure Beccuau. Yaccarino foi diretora-executiva durante dois anos da empresa, deixando o cargo em julho do ano passado. Também foram chamados a depor, como testemunhas, funcionários do X.

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RS/Fotos Públicas

As investigações

As investigações contra a empresa do bilionário ocorrem desde o ano passado, quando o deputado Éric Bothorel apresentou uma denúncia ao Ministério Público francês, alegando que algoritmos tendenciosos do X poderiam ter distorcido o funcionamento de um sistema automatizado de processamento de dados, prejudicando o seu funcionamento.

Segundo o Ministério Público, ao longo das apurações, o inquérito foi progressivamente ampliado para investigar administração ilícita da rede, extração fraudulenta de dados, manipulação de sistemas automatizados e falsificação de processos algorítmicos.

Além da cumplicidade dos administradores do X com crimes relacionados à produção e difusão, em larga escala, de imagens eróticas de menores e deepfakes com conteúdo sexual, de material negacionista, incluindo, contestação de crimes contra a humanidade.

Em nota divulgada nas redes sociais, a Promotoria destacou que a condução da investigação “se inscreve, neste momento, em uma abordagem construtiva, com o objetivo de garantir, ao final, a conformidade da plataforma X com as leis francesas, na medida em que ela opera em território nacional”.

O Ministério Público francês também anunciou que deixará de utilizar a própria plataforma e comunicou aos usuários que “vocês nos encontrarão no LinkedIn e no Instagram”.

Até o momento, nem Musk, nem o X, comentaram as buscas e intimidação pela Justiça francesa.