Domingo, 8 de fevereiro de 2026
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O advogado do empresário Alex Saab, aliado do governo de Nicolás Maduro, negou que seu cliente tenha sido preso na capital da Venezuela, Caracas, como afirmam relatos da imprensa internacional. Luigi Giuliano fez as declarações na noite da quarta-feira (04/02), ao portal venezuelano TalCual e ao diário colombiano El Espectador.

“É mentira. Isso não é verdade”, disse ele, afirmando que Saab, que foi ministro da Indústria, “está em sua casa em Caracas. Ele está bem. Não há mandado de prisão contra ele, nenhuma comunicação, nada”.

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Segundo o site, Giuliano disse que seu cliente está preocupado com as narrativas de que a prisão teria sido uma ação conjunta do governo venezuelano com agências estadunidenses, não tem problemas com os Estados Unidos e avalia fazer declaração pública ainda nesta quinta-feira (05/01).

Fontes ouvidas pelo Brasil de Fato corroboraram esta versão, ainda que não tenham apresentado evidências de que o ex-ministro estaria em liberdade.

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Na quarta, o canal colombiano Caracol noticiou que Saab havia sido preso por agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (SEBIN), com a assistência de agências de segurança dos Estados Unidos.

A agência de notícias Reuters disse ter confirmado a informação com um funcionário do governo estadunidense em condição de anonimato.

Contexto

O empresário colombiano naturalizado venezuelano Alex Saab atuava como negociador de Caracas no exterior para encontrar caminhos de contornar o bloqueio imposto pelos Estados Unidos. O governo Maduro afirmou que ele trabalhava em missões envolvendo a compra de alimentos, medicamentos e até combustível.

Mas Saab foi acusado pela Justiça estadunidense de lavagem de dinheiro em uma operação de compra de alimentos no exterior para os CLAP (Comitês Locais de Abastecimento e Produção), programa social venezuelano. Ele havia sido alvo de sanções por parte dos Estados Unidos ainda em 2019 e teve alguns bens congelados no exterior.

 

Saab foi preso ainda em 2020, no país africano de Cabo Verde, durante uma parada técnica do avião que o transportava. À época, autoridades da Interpol o prenderam com anuência do governo local e, segundo juristas, teriam violado a soberania venezuelana já que o avião possuía bandeira do país e o empresário viajava em missão oficial com credenciais do governo da Venezuela.

Ele passou mais de um ano preso em Cabo Verde quando, em outubro de 2021, foi extraditado aos Estados Unidos. Um mês antes, como forma de pressão por sua soltura, Caracas havia incluído Saab na delegação governista que negociava oficialmente com a oposição e o elevou à condição de diplomata.

O empresário foi libertado em troca de prisioneiros ocorrida em 2023 e, à época, o governo venezuelano disse que Saab “é uma vítima da retaliação dos Estados Unidos por seus excepcionais esforços internacionais na proteção dos direitos sociais de todos os venezuelanos diante do recrudescimento das medidas coercitivas unilaterais [sanções]”.