Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O advogado penal norte-americano Barry Pollack, conhecido por ter conduzido o acordo que garantiu a libertação do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, em 2024, assumirá a defesa do presidente venezuelano Nicolás Maduro no julgamento orquestrado pelo governo Trump contra ele e sua esposa, Cilia Flores.

Além de Pollack, informa The New York Times, Maduro será defendido por David Wikstrom, advogado criminalista nomeado pelo tribunal norte-americano, para representá-lo na fase inicial do processo. Wikstrom participou da acusação no processo criminal movido contra o prefeito de Nova York, Eric Adams, derrotado nas urnas ano passado por Zohran Mamdani.

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A primeira-dama Cilia Flores será defendida por Mark Donnelly, do escritório Parker Sanchez and Donnelly. O advogado é especializado em crimes financeiros e atuou por mais de uma década no Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Pollack

Responsável pela defesa do presidente venezuelano, Barry Pollack tem mais de três décadas de atuação em casos criminais de alta complexidade. Ele é sócio do escritório Harris St. Laurent & Wechsler LLP e integra instituições de prestígio como o American College of Trial Lawyers e a American Board of Criminal Lawyers, além de ter presidido a National Association of Criminal Defense Lawyers.

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Sua projeção internacional se consolidou em 2024, quando fechou o acordo judicial que permitiu a libertação de Assange, após ele se declarar culpado de violar a Lei de Espionagem dos Estados Unidos, no caso relacionado à divulgação dos documentos sigilosos que revelavam uma série de violações de Washington durante as guerras do Iraque e do Afeganistão.

Advogado que negociou libertação de Assange assume defesa de Maduro
Harris St. Laurent Wechsler

Acusação

Maduro e a primeira-dama foram sequestrados pelos Estados Unidos no último sábado (03/01) e compareceram ao Tribunal do Distrito Sul de Nova York, nesta segunda-feira (05/01), onde as acusações contra eles foram formalmente apresentadas.

Eles são acusados pelo governo Trump de conspiração para o narcoterrorismo, tráfico de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e entrega desses armamentos para organizações do narcotráfico.

Em sua fala no tribunal, o presidente venezuelano declarou-se inocente e afirmou ser um “prisioneiro de guerra” do governo norte-americano. “Eu sou inocente. Eu sou um homem decente. Eu sou um presidente”, afirmou diante do juiz federal Alvin K. Hellerstein.

A audiência desta segunda-feira (05/01) teve caráter preliminar e está marcada uma nova sessão para 17 de março, quando o presidente venezuelano e a primeira-dama prestarão seus depoimentos.