Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, passaram a noite deste sábado no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, onde vão permanecer até serem levados à Corte norte-americana, segundo The Washington Post.

Após serem sequestrados na residência presidencial em Caracas, eles desembarcaram no começo da noite deste sábado no Aeroporto Internacional Stewart, em Orange County. Maduro foi levado de helicóptero para Manhattan e transferido em um comboio para o centro de detenção em Nova York.

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Imagens divulgadas na plataforma X pela Casa Branca mostram o presidente venezuelano caminhando e desejando “boa noite” e “feliz ano novo” pelos corredores do centro de detenção, sob escolta de agentes da Administração de Repressão às Drogas dos Estados Unidos (DEA).


A previsão, aponta a CBS News, é a de que eles sejam levados nesta segunda-feira (05/01) para se apresentarem em um tribunal federal de Manhattan.

Paralelamente, o Supremo Tribunal da Venezuela anunciou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assumirá a presidência de forma interina no país. No sábado (03/01), Delcy denunciou o ataque a Caracas como uma violação do direito internacional e agressão militar “sem precedentes” dos Estados Unidos, defendendo que “há apenas um presidente neste país e seu nome é Nicolás Maduro Moros”.

Seu pronunciamento se deu logo após uma coletiva de imprensa concedida pelo presidente norte-americano Donald Trump, durante a qual, ele declarou que os Estados Unidos irão administrar temporariamente a Venezuela “até que possa haver uma transição segura”; destacando que Washington terá forte participação na indústria petrolífera do país.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, manifestou forte preocupação com a ação militar dos Estados Unidos, que classificou como “um precedente perigoso”. O Conselho de Segurança da ONU foi convocado para uma reunião de emergência nesta segunda-feira (05/01).

The New York Times informa que ao menos 40 pessoas — entre civis e militares — teriam morrido durante os ataques, segundo autoridade venezuelana ouvido sob anonimato pelo jornal.