Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O governo de Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião emergencial por videoconferência para a manhã deste sábado (03/01) para tratar sobre como o Brasil deverá responder ao ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela, assim como o sequestro de Nicolás Maduro anunciado por Donald Trump. O presidente brasileiro, que se encontra no Rio de Janeiro, deve antecipar o seu retorno a Brasília para hoje, de acordo com a imprensa local.

Nas redes sociais, Lula se pronunciou em nota condenatória, afirmando que os “bombardeios em território venezuelano e a captura do presidente ultrapassam uma linha inaceitável”.

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“Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, disse.

Ao mencionar uma “flagrante violação do direito internacional’, o mandatário brasileiro disse que o ataque dos Estados Unidos configura “o primeiro passo para um mundo de violência”

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Chanceler venezuelano Yván Gil conversou com homólogo brasileiro Mauro Vieira sobre ataque norte-americano
Lula Marques/Agência Brasil

Poucas horas depois da agressão norte-americana, o chanceler da Venezuela Yván Gil revelou ter conversado com o homólogo brasileiro Mauro Vieira, que “manifestou sua firme condenação perante este inédito ato de agressão militar criminosa contra o nosso povo”. O ministro venezuelano expressou “sinceros agradecimentos” pela manifestação de solidariedade.

“[Vieira] manifestou sua enérgica condenação a este ato inédito de agressão militar criminosa contra nosso povo”, detalhou Gil.

Mais tarde, o ministro venezuelano informou em nota ter também conversado com sua homóloga colombiana, Rosa Villavicencio, que transmitiu a solidariedade ao povo venezuelano, “que atualmente enfrenta um ataque criminoso e ilegal por parte dos Estados Unidos”.

“Como membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Colômbia solicitou uma reunião de emergência para que este órgão possa agir imediatamente e interromper os ataques contra a soberania territorial e política da Venezuela”, acrescentou Gil no comunicado.

Nas primeiras horas deste sábado, Washington confirmou ter atacado o território venezuelano e, o presidente Donald Trump, declarou por redes sociais ter “capturado” Nicolás Maduro e a sua esposa. Segundo Caracas, a ofensiva atingiu as regiões de Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira.

Nesse contexto, o governo bolivariano instou a população a se mobilizar, indicando que “o povo da Venezuela e suas Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, em perfeita fusão popular-militar-polícia, estão posicionados para garantir soberania e paz.” Caracas também ativou planos de defesa e declarou “estado de comoção externa”.

(*) Com RT en Español