Sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
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O Brasil enviou nesta sexta-feira (09/01) 40 toneladas de suprimentos médicos destinados ao atendimento de 16 mil pacientes com doenças renais na Venezuela após o ataque dos Estados Unidos contra Caracas destruir o maior centro de distribuição de medicamentos do país. 

A ação militar estadunidense que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cília Flores, destruiu 85 contêineres contendo materiais essenciais para hemodiálise, no estado de La Guaira. Apesar da extensão dos danos, o Ministério do Poder Popular para a Saúde acionou mecanismos de resposta rápida que permitiram repor 30% dos suprimentos perdidos em menos de 72 horas.

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Segundo Caracas, esse plano de contingência foi fundamental para evitar a interrupção dos serviços de diálise em todo o país. Assim, a chegada do carregamento brasileiro fortalecerá significativamente essas reservas, garantindo a continuidade dos programas de atendimento gratuito em hospitais públicos venezuelanos.

Assim, o ministro da Saúde do governo Lula, Alexandre Padilha, enviou uma carta ao governo venezuelano destacando sua firme rejeição às ações violentas que colocaram mais de 16 milhões de cidadãos venezuelanos em risco.

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00 toneladas das doações ficarão armazenadas no Centro de Distribuição de Insumos e Medicamentos do Ministério da Saúde até serem totalmente despachadas
Rafael Nascimento/MS/ gov

Padilha enfatizou que “a saúde se defende em soberania” e que “nenhuma nação latino-americana deve ser deixada à deriva diante de ataques desumanos”. O ministro ainda lembrou do apoio venezuelano ao Brasil durante a crise de oxigênio na pandemia de covid-19: “a Venezuela nos disponibilizou 130 mil metros cúbicos de oxigênio para o tratamento dos nossos cidadãos, diante de uma crise por uma má gestão do governo passado”.

De mesmo modo, o ministro esclareceu que a assistência prestada pelo Ministério da Saúde ao país vizinho não compromete o atendimento interno no Brasil, mas sim representa um “esforço conjunto” possibilitado pela doação de hospitais universitários e filantrópicos de todo o país.

Por sua vez, o governo da Venezuela denunciou o ataque norte-americano “como um ataque deliberado contra o coração do sistema nacional de saúde” e não como “um erro de cálculo”. As autoridades venezuelanas detalharam a ofensiva como “uma agressão criminosa destinada a interromper tratamentos vitais para pacientes com doenças crônicas, numa tentativa de provocar um colapso social através do terror”. 

(*) Com Telesur e Agência Brasil