Caças dos EUA sobrevoam próximos a Caracas; Trump não descarta guerra
Cinco aeronaves cruzaram os céus em regiões adjacentes do país sul-americano na tarde desta quinta (18), mas não violaram o seu espaço aéreo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (18/12) não descartar uma guerra contra a Venezuela. A declaração foi dada no mesmo dia em que cinco aeronaves militares sobrevoaram as proximidades do país caribenho.
Questionado pela NBC News sobre a possibilidade de um conflito armado, Trump respondeu: “não descarto essa possibilidade, não”. Ele afirmou que novas apreensões estão previstas na região. “Se forem tolos o suficiente para navegar junto, os petroleiros estarão navegando de volta para um dos nossos portos”, disse.
Durante a entrevista, Trump afirmou que o presidente venezuelano Nicolás Maduro “sabe exatamente o que eu quero”, reiterando: “sabe melhor do que ninguém”, sem dar maiores detalhes.
Segundo dados da plataforma FlightRadar24, os voos ocorreram entre às 15h e 20h30 (horário de Brasília). Ao menos cinco aeronaves, incluindo caças Boeing EA-18G Growler e F/A-18E Super Hornet, sobrevoaram a região sem entrar no espaço aéreo de Caracas.

Caças dos EUA sobrevoam próximos a Caracas; Trump não descarta guerra
Senior Airman John Linzmeier / Wikipedia Commons
Escalada
Ao longo desta semana as ameaças e agressões norte-americanas contra a Venezuela se intensificaram. Na terça-feira (16/12), Washington anunciou um bloqueio naval contra petroleiros que cruzarem a costa venezuelana.
Um dia depois (17/12), o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um novo ataque “cinético letal” contra uma embarcação. Quase 100 pessoas já foram mortas desde setembro, quando os ataques começaram e as forças norte-americanas, incluindo o maior porta-aviões do mundo, foram posicionadas na região, sob a alegação de combate ao narcotráfico.
Em conversa telefônica nesta quinta-feira (17/12), Maduro alertou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, sobre as “graves implicações para a paz regional”, caso aconteça um ataque norte-americano ao território venezuelano.
























