Quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
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Em comunicado emitida nesta quarta-feira (28/01), o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, informou que o processo de venda da empresa Citgo Petroleum Corporation, pertencente à estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA, por sua sigla em espanho), “está em sua fase final”.

O chanceler venezuelano qualificou a ação norte-americana para vender a Citgo como “ilegal”, e foi permitida “graças à traição de um setor extremista da oposição venezuelana”, acusando esse grupo de “colaborar com medidas coercitivas” contra Caracas.

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Entre os anos 80 e 90, a PDVSA comprou 100% das ações da Citgo e a transformou em sua representante no mercado dos Estados Unidos, responsável por refinar, distribuir e comercializar combustível no país norte-americano – onde possui três refinarias, uma rede de oleodutos e mais de quatro mil postos de gasolina.

Em outro trecho da nota, Gil definiu a ação do governo norte-americano de tirar o controle da Citgo da PDVSA como um “roubo”.

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A medida foi adotada em 28 de janeiro de 2019, durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump (2017-2021) e foi descrito pelo chanceler como “um ato de pirataria judicial sem precedentes na história moderna”.

Gil também criticou o sistema judicial norte-americano, afirmando que está “a serviço de interesses corporativos para se apoderar do maior ativo da Venezuela no exterior”.

Delcy x María Corina

Em declaração feita em dezembro de 2025, a então vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, hoje presidente interina, usou termos similares aos do chancele Yván Gil, classificando o processo de venda da Citgo como uma “venda forçada”.

A Citgo é representante da PDVSA no mercado norte-americano desde meados os Anos 80
Energy Analytics Institute (EAI)

Ela também tachou a operação como “fraudulenta”, ressaltando que a PDVSA tentou participar do processo para reaver sua própria subsidiária, mas que o sistema judicial norte-americano “excluiu intencionalmente” a estatal venezuelana.

Ademais, Delcy fez a mesma acusação de Gil aos setores da extrema direita venezuelana que teriam colaborado com o processo, mas dando nome às figuras que teriam feito parte desse esquema, com foco para a líder opositora María Corina Machado, mas também mencionando Edmundo González Urrutia, Juan Guaidó, Julio Borges, Carlos Vecchio y José Ignacio Hernández, que ela qualificou como “grupo de delinquência organizada”.

Com informação de RT e Correo del Orinoco.