China condena sequestro de petroleiro russo pelos EUA: ‘grave violação do direito internacional’
Pequim disse se opor às 'sanções unilaterais ilegais ilícitas' impostas por Washington ao petroleiro venezuelano
A China condenou, nesta quinta-feira (08/01), o sequestro de um navio petroleiro de bandeira russa pelos Estados Unidos, realizado na última quarta-feira (07/01), e classificou a ação como uma “grave violação do direito internacional”.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, declarou que Pequim se opõe “às sanções unilaterais ilegais lícitas” dos EUA, lembrando que elas “carecem de fundamento no direito internacional ou de autorização do Conselho de Segurança da ONU”.
Mao acrescentou que Pequim rejeita “qualquer ação que viole os propósitos e princípios da Carta da ONU e infrinja a soberania e a segurança de outros países”.
A autoridade chinesa também delcarou que seu país “apoia firmemente a Venezuela na salvaguarda da soberania, da segurança e dos direitos e interesses legítimos”.

Pequim rejeita “qualquer ação que viole os propósitos e princípios da Carta da ONU”
Ministério das Relações Exteriores
da República Popular da China
Apreensão de petroleiros
Os EUA sequestraram o navio Marinera nesta quarta-feira (07/01), com apoio britânico, em uma área entre as Ilhas Britânicas e a Islândia, por supostas violações das sanções norte-americanas, segundo o Comando Europeu das Forças Armadas dos Estados Unidos (EUCOM, na sigla em inglês).
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que a embarcação fazia parte da “frota fantasma” venezuelana e transportava petróleo bloqueado pelos EUA.
Após as forças armadas anunciarem a apreensão, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, declarou que o bloqueio estadunidense ao petróleo venezuelano continua plenamente em vigor. “O bloqueio ao petróleo venezuelano sancionado e ilícito permanece em PLENO VIGOR — em qualquer parte do mundo”, escreveu na rede X.
Por sua vez, a Rússia denunciou a ação, ressaltando que a embarcação foi abordada “fora das águas territoriais de qualquer Estado”. O Ministério das Relações Exteriores russo expressou “preocupação com a crescente e desproporcional atenção dada pelos EUA ao navio”.
Ao apontar que o petroleiro viajava em águas internacionais, o governo russo destacou que a perseguição contradiz os princípios da liberdade de navegação. “Esperamos que os países ocidentais, que declaram seu compromisso com a liberdade de navegação em alto-mar, comecem a se concentrar em si mesmos ao implementar esse princípio”, disse a chancelaria em comunicado oficial.
Da mesma forma, Moscou exigiu que Washington garanta tratamento humano à tripulação do navio sequestrado. “Considerando as informações recebidas sobre a presença de cidadãos russos entre a tripulação, exigimos que os Estados Unidos garantam a eles um tratamento humano e digno, respeitem rigorosamente seus direitos e interesses e não impeçam seu retorno imediato à pátria”, declarou.
(*) Com Ansa, Brasil247, RT en español e informações de The Guardian























