Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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A China e a Rússia se manifestaram nesta segunda-feira (22/12) condenando as agressões norte-americanas contra a Venezuela, em particular, o bloqueio naval imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nos mares caribenhos.

A reação das potências mundiais ocorre após as novas apreensões de navios petroleiros que comercializam combustível venezuelano. Uma das apreensões ocorridas no sábado (20/12) foi do petroleiro Centuries, com 1,8 milhão de barris de petróleo bruto, comprados pela Satau Tijana Oil Trading, uma das empresas intermediárias usadas para abastecer as refinarias chinesas.

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O governo Trump chegou a afirmar que a embarcação fazia parte de uma “frota paralela” de Caracas. A reação chinesa não tardou. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Li Jian, classificou a ação como uma grave violação do direito internacional e afirmou que “a Venezuela tem o direito de desenvolver relações com outros países”.

“A detenção arbitrária de embarcações de outras nações pelos Estados Unidos constitui uma grave violação do direito internacional. A China tem se oposto consistentemente a sanções ilegais e unilaterais que carecem de fundamento no direito internacional ou de autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, declarou Jian.

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Declarações da Rússia

No mesmo dia, o Ministério das Relações Exteriores russo divulgou um comunicado assinado pelo chanceler venezuelano, Yván Gil, e pelo ministro russo Sergei Lavrov.

Eles expressam “séria preocupação com a intensificação das medidas de Washington no Mar do Caribe, que podem ter consequências de grande alcance para a região e representar uma ameaça ao tráfego marítimo internacional”.

Segundo a chancelaria russa, Moscou “reafirmou seu amplo apoio e solidariedade ao povo e ao governo da Venezuela neste contexto”. Os ministros “concordaram em cooperar estreitamente no formato bilateral e coordenar ações em plataformas internacionais, principalmente na ONU, para garantir que a soberania dos Estados seja respeitada e [para evitar] interferências em seus assuntos internos”.

Na tarde desta terça-feira (23/12), a escalada das agressões norte-americanas no Caribe será debatida no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Maduro rebate Trump

Nesta segunda-feira (22/12), Trump voltou a defender a saída do presidente venezuelano do poder. Questionado se o objetivo de suas ações era forçar a renúncia de Maduro, ele respondeu: “acho que seria inteligente da parte dele fazer isso”. E ameaçou: “se ele quiser fazer alguma coisa, será a última vez que poderá bancar o durão”.

Em resposta televisionada, o presidente Maduro disse que seria melhor para Trump cuidar dos problemas domésticos dos Estados Unidos. “Ele se sairia melhor dentro do país, em questões econômicas e sociais, se cuidasse das questões internas”, afirmou.

“E os pobres nos EUA, aqueles que precisam de moradia? E os empregos que precisam ser criados?, questionou, ao salientar que “na Venezuela, nós cuidamos [dos nossos problemas internos]”.

Maduro destacou que “o povo dos Estados Unidos votou por uma nova América adaptada à humanidade, que respeite a soberania, não faça mais intervenções, não assedie nenhum país e não conduza os países à guerra. Não [para] guerras eternas que prejudicaram o mundo e a juventude norte-americana”.

Ele concluiu afirmando que “a Venezuela é um país sempre disposto a falar com respeito e com serenidade”.