Sexta-feira, 5 de dezembro de 2025
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A China insta os Estados Unidos a suspenderem as sanções ilegais e unilaterais impostas à Venezuela e a fazerem mais para facilitar a paz, a estabilidade e o desenvolvimento na América Latina e na região do Caribe, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, em uma coletiva de imprensa diária nesta sexta-feira (28/11).

“A China sempre se opôs a sanções unilaterais que não têm fundamento no direito internacional e não são autorizadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, e se opõe à interferência de forças externas nos assuntos internos da Venezuela sob qualquer pretexto”, disse o porta-voz, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.

No início desta semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou como organização terrorista uma suposta organização que ele chama de Cartel dos Sóis, à qual associa ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Caracas reiterou considerar “ridícula” a inclusão e negou qualquer vínculo com narcotráfico, acusando Washington de buscar uma mudança de regime.

Trump ameaça iniciar ações terrestres

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (27/11) que as operações terrestres na Venezuela devem começar “muito em breve”. A declaração foi dada durante uma conferência online para os militares norte-americanos por ocasião do Dia de Ação de Graças.

“Detivemos quase 85% [das drogas] por mar e também começaremos a detê-los por terra. Por terra é mais fácil, mas isso começará muito em breve. Nós os avisamos: parem de enviar veneno para o nosso país”, disse o republicano.

Ele agradeceu os militares por terem “trabalhado para dissuadir a Venezuela e os narcotraficantes. “Estamos fazendo muito”, disse, ao frisar que as drogas enviadas à costa norte-americana “matam centenas de milhares de pessoas por ano”.

Trump se referia aos ataques norte-americanos às embarcações no Caribe, que já mataram 83 pessoas, sem qualquer comprovação sobre a relação dos tripulantes assassinados com o narcotráfico.