Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
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Em um revés para a Casa Branca, o Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (08/01) uma resolução que busca proibir o presidente Donald Trump do uso das forças armadas e novas ações militares contra a Venezuela sem a autorização expressa do Congresso norte-americano. A medida, promovida em resposta às agressões contra o território venezuelano e ao sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores, foi aprovada por 52 votos favoráveis e 47 contrários.

Tratou-se de um duro golpe no mandatário, já que alguns republicanos votaram ao lado dos democratas para limitar a autoridade de Trump em relação à Venezuela. Os republicanos que votaram contra a orientação do partido foram Rand Paul (Kentucky), Lisa Murkowski (Alasca), Susan Collins (Maine), Todd Young (Indiana) e Josh Hawley (Missouri). O democrata John Fetterman (Pensilvânia), que já havia demonstrado reservas anteriores, também votou à favor.

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“O Congresso deve exercer sua autoridade para declarar guerra, mesmo quando uma operação militar é bem-sucedida; caso contrário, o país corre o risco de ser governado sob um estado de emergência”, afirmou o senador conservador Paul.

Senado dos Estados Unidos aprova resolução que limita poderes de Donald Trump na Venezuela
Fotos Públicas/Daniel Torok

Após a aprovação no Senado, a medida seguirá para a Câmara dos Representantes. No entanto, a tramitação tende a ser mais complicada, já que os republicanos detêm a maioria, ainda que por uma margem estreita.

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De acordo com informações da Bloomberg, caso a resolução sobre a limitação dos poderes de guerra relacionados à Venezuela seja aprovada pelo Congresso, a Casa Branca já garantiu que vetará o texto.

Enquanto isso, Caracas reafirma com firmeza sua soberania nacional. A Venezuela tem sustentado consistentemente que sua política externa e segurança interna são assuntos exclusivos de seu povo e governo, não sujeitos às decisões ou imposições de parlamentos estrangeiros.

(*) Com Ansa e Telesur