Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, acusou os Estados Unidos de manterem uma ameaça de agressão contra a Venezuela por meio de um destacamento militar “extraordinário e custoso”, além das ações que violam as normas internacionais. A posição foi dada na segunda-feira (29/12).

“O bloqueio naval, que viola flagrantemente o Direito Internacional, a liberdade de comércio e navegação, visa usurpar os recursos venezuelanos”, escreveu nas redes sociais o mandatário que, ao longo dos últimos meses, tem denunciado firmemente as ações tomadas por Washington no Caribe. 

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Díaz-Canel também reafirmou total apoio ao presidente Nicolás Maduro e ao povo venezuelano, diante do que considerou novas manifestações de hostilidade e pressão do governo de Donald Trump.

Na segunda-feira, o presidente norte-americano confirmou que as Forças Armadas do país realizaram um ataque a uma área portuária na Venezuela. A declaração do republicano sobre a ofensiva ocorreu pouco antes de uma reunião com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Flórida.

“Atingimos a área de onde os navios carregam; eles chamam de área de implementação”, afirmou Trump. Em entrevista recente a uma emissora de rádio de Nova York, o magnata já havia revelado que os Estados Unidos haviam atacado uma “grande instalação” em Caracas na semana passada, usando o pretexto da campanha contra o narcotráfico.

Trump confirma ataque norte-americano a área portuária da Venezuela
X/Bruno Rodríguez P

O governo de Maduro não fez comentários imediatos sobre a incursão norte-americana em território venezuelano, mas o presidente sustentou que seu exército está “mais preparado do que nunca” para defender a paz e a integridade territorial do país.

Os novos desdobramentos ocorreram em meio ao aumento das tensões entre Caracas e Washington, que mantém presença militar no mar do Caribe desde agosto. Venezuela, por sua vez, interpreta o destacamento militar norte-americano como uma tentativa de desestabilização.

As relações entre ambos se deterioraram ainda mais após um bloqueio ao petróleo venezuelano promovido pelos Estados Unidos, seguido pela apreensão de dois navios petroleiros do país sul-americano.

(*) Com Ansa e Telesur